quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FAO acha "provável" que crise de fome se estenda pela Somália


O diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), Jacques Diouf, afirmou nesta quinta-feira considerar "provável" que a situação de crise de fome, declarada em cinco regiões da Somália, se estenda pelo sul do país até o final do mês.

Durante discurso na abertura da cúpula sobre o Chifre da África que a FAO realiza em Roma, o responsável pela agência afirmou querer beneficiar os governos dos países afetados com sistemas produtivos necessários para evitar outra situação de fome no futuro.

"Nas últimas três semanas desde nossa última reunião [em 25 de julho], a crise no Chifre da África agravou-se, tornando-se dramática", disse Diouf, que a partir de janeiro de 2012 será substituído no cargo pelo brasileiro José Graziano da Silva.

"Dispomos de planos de investimento já aprovados, mas falta financiamento. Se os governos e seus parceiros doadores não agirem agora, a crise de fome voltará novamente e será uma vergonha para a comunidade internacional", indicou.

O diretor-geral da FAO lembrou ainda que 12,4 milhões de pessoas precisam de ajuda urgente no Chifre da África para sobreviver à crise alimentícia provocada pela pior seca nos últimos 60 anos na região.

"É nossa responsabilidade ajudar às populações afetadas, já que é inadmissível que nos dias de hoje, com os recursos financeiros, as tecnologias e os conhecimentos disponíveis, mais de 12 milhões de pessoas morram de fome".

Farah Abdi Warsameh/Associated Press
Refugiado somali segura filho subnutrido no colo em frente a barraca que fez no acampamento de Mogadício
Refugiado somali segura filho subnutrido no colo em frente a barraca que fez no acampamento de Mogadício
Segundo ele, as ajudas chegam "lentamente" às áreas afetadas e as necessidades imediatas "ficam progressivamente satisfeitas", mas é preciso pensar no futuro para que esta crise não volte a acontecer.

"Claro que hoje temos de salvar vidas, mas devemos contribuir, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento de modos de vida sustentáveis, para evitar catástrofes como estas no futuro. As populações no Chifre da África fazem esforços louváveis, mas seus recursos se esgotaram pela combinação de seca, preços altos dos alimentos e conflitos", disse.

A FAO considera que a atual crise alimentícia do Chifre da África, onde há 2,3 milhões de crianças afetadas por desnutrição, é também consequência de três décadas de investimento insuficiente na agricultura e no desenvolvimento rural.

"É importante, diante da previsão de chuva em outubro, repovoar os rebanhos e apoiar a produção agrícola em pequena escala, com o fornecimento de sistemas de irrigação, adubos e técnicas adequadas. Isto deverá estender-se até a temporada de chuvas, na primavera de 2012", afirmou o diretor-geral da FAO.

A ministra de Agricultura do Quênia, Sally Kosgei, ressaltou que a situação que vive os países do Chifre da África "foi grave e é grave, muito dura" em seu discurso na cúpula da FAO, preparatória à reunião convocada pela UA (União Africana) em Adis-Abeba, marcada para 25 de agosto.

Fonte:Folha.com

Para Lula, é 'imbecilidade' falar em sucessão presidencial


Em discurso inflamado, ex-presidente comentou entrevista dada por Paulo Bernardo
O Estado de S.Paulo
Depois de tomar umas caninhas, comer torresmo de barriga e leitão à pururuca, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pegou o microfone e fez um discurso inflamado para as lideranças da base aliada do governo, durante almoço em um restaurante de Belo Horizonte. O ex-presidente chamou de "imbecilidade" e "loucura" falar em sucessão presidencial agora, ao comentar entrevista dada pelo ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, de que Lula seria o candidato ideal em 2014.
Gustavo Andrade / O Tempo / Pagos 18/08/2011
Veja também:
Com Lula, Lacerda diz querer aliança com o PT em 2012
Lula nega que disputará Presidência em 2014
Probabilidade de candidatura de Lula em 2014 é muito alta, diz Serra
Lula diz que apoiará candidatura de Dilma em 2014


Gustavo Andrade / O Tempo / Pagos 18/08/2011
O ex-presidente Lula encontra aliados da base do governo em Belo Horizonte
"É imbecilidade e loucura falar em 2014 agora, se nem chegamos em 2012 ainda. Só existe uma pessoa que pode chamar essa conversa e ter o direito legítimo de falar no assunto, que é a companheira Dilma", afirmou.


Sem falar diretamente sobre a crise política que afeta o governo, o ex-presidente disse ter ficado feliz de saber que a presidente almoçou com ministros da base aliada, e ainda deu conselhos: ela não tem que se preocupar com a troca de ministros - numa referência à queda de Wagner Rossi, da Agricultura. Disse também que não é possível governar sem fazer alianças, e que esse é um trabalho que exige sensibilidade, costura e um exercício de democracia "24 horas por dia".


Lula também criticou o governo mineiro por não ter adotado no Estado o piso nacional dos professores, aprovado em sua gestão na presidência. Os professores mineiros estão em greve há mais de 70 dias por um salário básico de R$ 1.100.


O ex-presidente também falou sobre a crise econômica mundial, criticou os Estados Unidos e relembrou o que considera feitos do seu governo. Conclamou as lideranças aliadas a trabalhar para deixa Dilma governar com tranquilidade. E ainda falou de seus planos para o futuro: a produção de um documentário e de um livro por seu recém-criado instituto. O objetivo, segundo ele, é levar as políticas de sucesso adotadas pelo Brasil a outros países da América Latina e África.


Obama e a crise. No discurso, Lula criticou a postura dos Estados Unidos na condução da crise econômica mundial. Segundo o ex-presidente, Obama deve se preocupar menos com as eleições norte-americanas e mais com a solução dos problemas da economia. Lula também condenou o que chamou de "irresponsabilidade" dos países ricos.


"Estou vendo agora uma campanha nos Estados Unidos antecipada em quase dois anos, enquanto a crise já poderia ter sido resolvida, porque não vai resolver (a crise) salvando bancos, vai resolver dando ao povo trabahador o direito de comprar", afirmou.


Fonte:Estadão.com.br

Quero aprender com Rossi, diz novo ministro da Agricultura


Novo ministro da Agricultura quer aprender com Rossi
Sem conhecimento na área, deputado Mendes Ribeiro (PMDB) foi confirmado nesta quinta-feira para assumir comando da pasta


Tânia Monteiro, da Agência Estado
BRASÍLIA - O futuro ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB), disse nesta quinta-feira, 18, no Palácio do Planalto, que quer aprender sobre a pasta com o ex-ministro Wagner Rossi. Inexperiente na área, Mendes Ribeiro afirmou que "tem muito que aprender. "Quero aprender com ele [Rossi]", disse nesta manhã, após ser confirmado pelo Planalto para o cargo.


Veja também:
Planalto confirma deputado do PMDB na Agricultura
Rossi, quarto ministro a cair, vê complô contra PMDB e PT


Segundo ele, a prioridade numero 1 na sua gestão será ouvir. "Pretendo aprender muito para poder ajudar", disse. O novo ministro afirmou que vai assumir a pasta com muita cautela e que aprendeu isso na vida pública. Mendes Ribeiro lamentou ter saído da liderança do governo no Congresso sem ter conseguido levar adiante e aprovar o programa de acesso à informação pública, que é de interesse da presidente.


Questionado se fará uma faxina no Ministério, diante das denúncias de irregularidades na pasta, Mendes Ribeiro disse que quem faz investigações são os órgãos responsáveis por esse tipo de trabalho. "Eu tenho de falar sobre números e olhar para a frente para ajudar a crescer a agricultura no País". Ele elogiou Wagner Rossi, destacando o "extraordinário trabalho" na agricultura e agradeceu o apoio do partido à sua indicação.


Fonte:Estadão.com.br

'Verdadeira faxina' é contra a miséria, afirma Dilma em São Paulo


Ela discursou em ato do 'Brasil sem miséria' com governadores do Sudeste.
Dilma foi recepcionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Roney Domingos
Do G1, em São Paulo
imprimir
O ex-presidente FHC e o governador Geraldo Alckmin recepcionam Dilma no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Roney Domingos / G1)
O ex-presidente FHC e o governador Geraldo
Alckmin recepcionam Dilma no Palácio dos
Bandeirantes (Foto: Roney Domingos / G1)
A presidente Dilma Rousseff afirmou em discurso nesta quinta (18), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, que a "verdadeira faxina" a ser feita no Brasil é a "faxina contra a miséria".
“Estivemos no mês passado com governadores da região Nordeste e vamos fazer em breve reuniões com governadores da região Norte, Sul e Centro-Oeste. É o Brasil inteiro fazendo, de fato, como diz a imprensa, a verdadeira faxina que esse país precisa fazer. A faxina da miséria”, disse Dilma.
Ela fez referência à expressão utilizada pela imprensa para designar as mudanças em ministérios alvos de denúncias de irregularidade. O termo "faxina" começou a ser empregado depois que Dilma determinou a troca por técnicos de todos os integrantes da diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Até então, os cargos eram preenchidos por indicação política.
Nesta quinta (18), ocorreu a quarta troca de ministros em oito meses do governo Dilma - Wagner Rossi pediu demissão do Ministério da Agricultura e foi substituído pelo deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS).
saiba mais
Rossi fez 'extraordinário' trabalho, diz novo ministro da Agricultura
Planalto confirma Mendes Ribeiro no Ministério da Agricultura
A presidente discursou durante solenidade de assinatura do termo de pactuação do Plano Brasil sem Miséria com governadores da Região Sudeste. O foco de ação do programa são 16 milhões de brasileiros cuja renda familiar per capita é inferior a R$ 70 mensais. O programa busca oferecer garantia de renda, inclusão produtiva das famílias e acesso a serviços públicos de água, luz, saúde, educação e moradia.
"O mundo vive hoje um momento de inquietudes e perplexidades. E, em meio a tantas interrogações, o Brasil mostrou que tem um caminho para sair da crise. [..] Sabemos que a ascensão social de milhões de brasileiros fortaleceu nosso mercado interno e acelerou nosso crescimento", disse a presidente.
Ao chegar ao palácio, Dilma foi recepcionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A presidente agradeceu a presença do tucano no evento.
 “O grande pacto suprapartidário que estamos firmando hoje é um pacto capaz de transformar a realidade social que vivemos. Por isso, gostaria de agradecer a presença do senhor presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em junho, por ocasião do aniversário de 80 anos de FHC, Dilma enviou mensagem elogiosa ao ex-presidente, que, segundo ela, é um "democrata" que deu "importante contribuição" ao país.
Após a cerimônia, a presidente participou de almoço com os governadores no palácio. Em seguida, cumpriria agenda no escritório da Presidência da República, em São Paulo.


Fonte:G1.com