domingo, 7 de agosto de 2011

Desigualdade racial na educação do País persiste, mas começa a diminuir






















Pesquisa feita pelo IBGE em cinco Estados e no Distrito Federal mostra que a distância entre a escolaridade de pais e filhos é maior entre negros e pardos que entre brancos e constata que jovens de todas as raças estão passando mais anos na escola


Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo
Embora ainda estejam longe do nível de escolaridade dos brancos, os negros estão deixando para trás a herança de poucos anos de estudos de seus pais. Pesquisa sobre cor e raça feita pelo IBGE em cinco Estados e no Distrito Federal mostra que a distância entre a escolaridade de pais e filhos é maior entre negros e pardos que entre brancos. A desigualdade racial na educação, no entanto, persiste.


A escolaridade dos filhos é muito maior que a dos pais em todas as raças, em consequência da ampliação do acesso à escola dos anos 1990 em diante. Especialistas destacam, porém, que os avanços entre negros e pardos são maiores porque partiram de bases muito baixas.


A proporção de filhos negros com 12 anos ou mais de estudos (pelo menos ensino médio completo) é quatro vezes maior que das mães e três vezes maior que dos pais da mesma cor. No caso dos brancos, a proporção de filhos na faixa mais alta de escolaridade é três vezes maior que das mães e o dobro dos pais.


Segundo a pesquisa, apenas 2,8% dos pais negros tinham 12 anos ou mais de estudos, enquanto os pais brancos chegavam a 9,7%. Entre mães negras, somente 2,1% tinham o ensino médio completo, índice que chegava a 6,9% entre as mães brancas.


Apesar do progresso em relação aos estudos dos pais, a diferença entre filhos negros e brancos continua gritante. Menos de um em cada dez filhos negros entrevistados pelo IBGE (9,2%) completou o ensino médio. Entre os brancos, quase um em cada quatro (23%) tinha pelo menos 12 anos de estudos.


"Um nível mais alto de educação entre pretos e pardos, que há algumas décadas não estava no imaginário social, começa a fazer parte da realidade. Emblematicamente, é muito importante. Mas em números absolutos e relativos ainda é muito pouco", diz o pesquisador do IBGE José Luís Petruccelli, coordenador da pesquisa de cor e raça, que ouviu 15 mil pessoas de 15 anos ou mais, em 2008.


A pesquisa mostrou que, entre todos os entrevistados, 49% se declararam brancos e 7,8% negros. No universo dos que têm 12 anos ou mais de estudos, as proporções se alteram: 71% eram brancos e apenas 4,5% negros.


Qualidade. O professor da UFRJ Marcelo Paixão, especializado no estudo de raças, ressalta que a diferença da escolaridade dos filhos em relação aos pais seria bem maior e a desigualdade entre negros e brancos muito menor se a expansão de alunos nas escolas fosse acompanhada de qualidade na educação.


"Os filhos estão se distanciando da baixa escolaridade dos pais, mas o avanço ainda é muito lento para ser comemorado. A diferença tem de aumentar até o filho do analfabeto chegar a doutor, tanto o branco quanto o negro. O salto grande será quando os anos de estudos de brancos e negros se equipararem", afirma Paixão.


Para o professor, a comparação da escolaridade de pais e filhos é "um indicador que não admite muita condescendência". Ele explica: "Não estamos comparando a riqueza de pais e filhos, que pressupõe um patrimônio físico, depende de uma série de fatores, é mais lento. Estamos falando de educação, em que os avanços podem ser muito mais rápidos com a expansão da presença nas escolas", diz.


Segundo ele, a escola conseguiu se massificar, mas o aproveitamento escolar é muito baixo, em especial para os negros. "Os jovens deixam a escola, repetem o ano, ficam atrasados. Há muita propaganda e pouco resultado", complementa.


Educadores apontam para a participação e o estímulo dos pais, mesmo aqueles de baixa escolaridade, como fatores fundamentais para o aprendizado dos filhos. Mas ressaltam que, nas famílias em que o estudo é pouco valorizado, a escola deve assumir o papel de incentivadora dos alunos.


Fonte:Estadão.com.br

Morre prefeito interino de Teresópolis

Morreu às 7h25 de hoje o prefeito interino de Teresópolis, na região serrana do Rio, Roberto Pinto (PR), 67. Ele teve uma cardiopatia isquêmica (problema relacionado com a morte de células do tecido cardíaco) dois dias depois de assumir o cargo.


Vice de Teresópolis tenta garantir que antecessor deixe cargo


Pinto assumiu a prefeitura nesta sexta-feira (5), após o afastamento do prefeito da cidade, Jorge Mário Sedlacek, acusado de desviar verbas destinadas à reconstrução da cidade após desastres naturais ocorridos em janeiro. Após assumir o cargo, Pinto exonerou todos os secretários da prefeitura.


O corpo do político encontra-se na capela mortuária do hospital São José, em Teresópolis, foi encaminhado à prefeitura da cidade para ser velado, segundo a funerária responsável pelo atendimento.


A prefeitura deve ser assumida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Teresópolis, Arlei de Oliveira (PMDB).


O prefeito afastado disse que, "como pessoa", lamenta a morte de Pinto e se solidariza com a família do político. Sedlacek afirmou, porém, que não fará pronunciamento oficial sobre o futuro da política na cidade até que saia a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre o seu afastamento, o que diz esperar que seja feito amanhã (7).


A CGU (Controladoria-Geral da União) e a Secretaria Nacional de Defesa Civil encontraram irregularidade na aplicação dos R$ 7 milhões que o governo federal enviou para a reconstrução de Teresópolis e a Câmara dos Vereadores de Teresópolis pediu o afastamento de Sedlacek por 90 dias.


Celso Avila/Folhapress
Roberto Pinto, que substituiu Jorge Mario Sedlacek
Roberto Pinto, que substituiu Jorge Mario Sedlacek na prefeitura de Teresópolis


Fonte:Folha.com

Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XI)

Antes de se eleger prefeito de Mogi, pela primeira vez, em 1968, Waldemar ganhou fama na Cidade como funcionário da Mineração Geral do Brasil, a primeira siderúrgica instalada no Alto Tietê pelo Grupo Jafet. A história de hoje nos é contada pelo leitor Jayro Alves Cardoso, e relembra um pouco a velha MGB: "Em fins de 1951 fui admitido como escriturário no setor de Contabilidade da Mineração Geral do Brasil Ltda, então do Grupo Jafet, contando eu com pouco mais de 16 anos de idade. O chefe do setor era o sr. Orlando Calil. Em 2 de janeiro daquele ano tive a Carteira Profissional assinada pelo Waldemar, que era o chefe da Seção do Pessoal. Logo fiquei ciente, por ouvir dizer, do temperamento ‘mandão’ do sr. Waldemar. Todavia, como meu trabalho não tinha relação com a Seção do Pessoal e o Escritório Central, onde eu trabalhava, distava dezenas de metros de lá, apenas esporadicamente via o Waldemar. Até que em 1955 houve a substituição do então gerente, sr. Eurotides Guimarães (apelidado de Charutinho, pelo hábito de sempre portar um charuto entre os dedos!) pelo sr. Filipe Sawaya, um libanês grandalhão vindo do Rio de Janeiro, onde era administrador da Frota Carioca, pertencente ao Grupo Jafet. Pois bem, até então, havia na MGB dois ‘caixas’ (tesourarias), sendo uma no Escritório Central e outra na Seção do Pessoal, subordinada, é claro, ao Waldemar, destinada exclusivamente ao pagamento do pessoal. Mas o novo gerente, Filipe Sawaya (que foi um dos fundadores do Clube de Campo), decidiu unificar os dois caixas, sendo eu o escolhido para exercer tal função, que assumi em 3 de agosto de 1955, quando já era formado em Contabilidade pelo Liceu Braz Cubas. O local escolhido pelo gerente para o tal "caixa geral" foi justamente no prédio da Seção do Pessoal, a alguns passos do gabinete do Waldemar. No princípio, foi um ‘sufoco’, pois ele não entendia nada de Contabilidade, mas aos poucos fomos entrando num acordo quanto aos serviços.Certo dia, percebendo um alvoroço pelos lados da sala de Waldemar, perguntei ao Laurentino, um ‘segurança’ que estava sempre por ali, do que se tratava. Ele explicou: um ‘peão’ (adjetivo aplicado a todos os operários braçais da firma), se desentendera com Waldemar e teria dito: ‘O senhor é muito valente atrás dessa mesa, com segurança na porta, mas quero ver lá na rua’. Waldemar não se fez de rogado, ordenando ao Laurentino: ‘Não se meta que eu resolvo isso’ e, ato contínuo, saiu à rua trocando sopapos com o desafeto. Quando cheguei, ele já estava de volta à sala, mas notei que a camisa , para fora da calça, estava rasgada... Não sei quem levou a melhor na refrega, se ele ou o peão..." (No próximo domingo, mais histórias contadas por Jayro Alves Cardoso).


Nas contas

Em setembro, mês de aniversário de Mogi, o prefeito Marco Bertaiolli irá entregar a 20ª creche construída por sua administração. Até o final deste ano serão 32, para chegar à 40ª em julho de 2012, na reta final da campanha à reeleição.


Nasceu!


Depois de enfrentar graves períodos de crises, a Santa Casa de Mogi comemorou, em julho, um recorde de partos. Foram 427 nascimentos só naquele mês. Bem acima da média de 300 nos outros meses do ano.




Pré-pago

O vereador Osvaldo "do Mercado" Ferreira dos Santos (PPS) quer hidrômetros pré-pagos na Cidade. Funcionariam com cartões, como os telefones. Além de economizar água, diz ele, acabariam com as filas de munícipes que vão atrás de vereadores pedindo ajuda para pagar contas com valores superiores às suas posses.


Procura-se






















A Prefeitura abriu edital de chamamento público em busca de parceria para administração do Serviço Médico de Urgência (Samu), que atenderá Mogi, Biritiba e Salesópolis. As organizações sociais já podem se inscrever.


Fonte:O Diário de Mogi

Por hora, 10 motoristas multados

SABRINA PACCA


A cada hora, em Mogi das Cruzes, são aplicadas 10 multas de trânsito aos motoristas mogianos. São 227 autuações por dia. De janeiro a junho deste ano, já foram emitidas 40.879 multas – 65,25% do total dos autos de infração computados durante todo o ano de 2010. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Transportes da Cidade.


Segundo a Secretaria, em 2010 foram aplicadas 62.643 multas de trânsito, de janeiro a dezembro. Já neste ano, nos primeiros seis meses, o número de autuações é de 40.879, o que indica que, até o final do período, a quantidade de infrações cometidas e punidas será muito maior do que as do ano passado.


Entre os principais dez motivos para as multas de trânsito, na primeira colocação está o excesso de velocidade em até 20% do permitido, seguido do fato de dirigir utilizando telefone celular. Na terceira colocação, o avanço de sinal vermelho (eletrônico) é apontado como causa para as infrações, assim como o excesso de velocidade de 20% a 50% do permitido pela legislação. Parar sobre a faixa de pedestre, estacionar em local proibido pela sinalização, infringir o estacionamento rotativo, avançar o sinal vermelho (manual) e deixar de usar o cinto de segurança são, também, motivos para as multas aplicadas com a ajuda de 22 equipamentos de fiscalização eletrônicos e de 36 agentes de trânsito.


De acordo com a Secretaria, um dos motivos para esse aumento é o acréscimo de quase 5% na frota de veículos de um ano para o outro, até o momento. Em 2010, a quantidade de automóveis e motocicletas do Município fechou em 176.945 unidades. Já neste ano, apenas no primeiro semestre, o número de veículos passou para 184.223, ou seja, 7.278 carros a mais. Se o aumento prosseguir, a estimativa é que Mogi termine o ano com 14,5 mil veículos a mais do que em 2010. O número, assustador, representa um carro para cada dois habitantes de Mogi.


Para tentar adequar a malha viária ao crescimento da frota de veículos, a Prefeitura necessita de recursos financeiros para que possa colocar em prática alguns projetos. "Não é só a Secretaria de Transportes. Trabalhamos juntos com a Secretaria Municipal de Planejamento. A gente tem um plano viário, mas a gente precisa de verba. Existem projetos que exigem recursos e realmente há necessidade de intervenções, não de pequeno porte, mas de médio porte para cima, dada a quantidade de veículos que aparecem no trânsito da Cidade, diariamente. Por exemplo, precisamos fazer o prolongamento da Via Perimetral, dar prosseguimento a Avenida Guilherme Giorgi, em Jundiapeba, enfim, concretizarmos algumas ideias", explicou o secretário municipal de Transportes, Carlos Nakaharada.


Fonte:O Diário de Mogi