quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Exame de urina poderá ajudar a diagnosticar câncer de próstata

Este teste pode ajudar os homens que apresentam uma presença elevada do antígeno PSA no sangue a decidir se podem atrasar ou evitar a biópsia

Efe
WASHINGTON - Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan desenvolveu um novo exame de urina que detecta o risco de câncer de próstata e que pode servir de indicador sobre a necessidade de fazer ou não uma biópsia.

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Segundo um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, para os pesquisadores este teste pode ajudar os homens que apresentam uma presença elevada do antígeno PSA no sangue a decidir se podem atrasar ou evitar a biópsia, um exame que pode acarretar riscos para o paciente.

A análise detecta uma anomalia genética presente em 50% dos casos de câncer de próstata, quando se fundem os genes TMPRSS2 e ERG.

No entanto, como esta fusão só aparece na metade dos casos, os pesquisadores optaram por incluir na prova outro marcador tumoral, o PCA3. Uma combinação que fornece mais dados para a detecção do câncer de próstata que a de qualquer um destes marcadores individualmente.

Para realizar este estudo, os cientistas analisaram as mostras de urina de 1.312 homens em três centros médicos acadêmicos e em sete hospitais. Depois, dividiram os pacientes em três grupos segundo o risco de sofrer de câncer: baixo, médio e alto. E então, compararam os resultados do exame de urina com os das biópsias feitas em cada paciente.

Os exames histológicos revelaram a presença de câncer em 21% dos casos que a prova tinha determinado como de baixo risco; em 43% os de médio e em 69% os do grupo de alto risco.

Além disso, só 7% dos homens que pertenciam ao grupo de baixo risco foram diagnosticados com tumor agressivo, já os de alto risco chegaram a 40%.

Segundo a equipe de cientistas, há muitos mais homens que têm uma elevada presença do antígeno PSA no sangue que os que realmente sofrem câncer de próstata, algo que até o momento é difícil de determinar sem uma biópsia.

Por isso que os pesquisadores querem que o novo exame de urina que desenvolveram ajude o paciente a decidir se precisa ou não fazer uma biópsia.

A American Câncer Society estima que 217.730 pessoas receberão um diagnóstico de câncer de próstata este ano nos Estados Unidos, enquanto que 32.050 morrerão por causa desta doença.

Fonte:Est

Celso Amorim é o novo ministro da Defesa

Diplomata substituirá Jobim, demitido nesta quinta-feira após criticar ministras de Dilma


Sandra Manfrini, de O Estado de S.Paulo
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, entregou há pouco uma carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, em reunião no Palácio do Planalto. Segundo informou o Palácio do Planalto, o encontro entre Jobim e Dilma foi rápido e durou apenas cinco minutos.


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Dida Sampaio/AE


Dida Sampaio/AE
Celso Amorim foi o ministro das Relações Exteriores de Lula
Com a saída de Jobim, o ex-chanceler Celso Amorim assumirá a pasta da Defesa, segundo informou o Palácio do Planalto. Amorim já foi convidado para o cargo.


Jobim antecipou seu retorno a Brasília, previsto inicialmente para às 22h, para essa reunião com Dilma, após as repercussões negativas das declarações feitas à revista Piauí.





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Fonte:Estado de S.Paulo


Comissão do Senado aprova convite para ouvir ministro dos Transportes

Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, fala em entrevista coletiva. Foto: Gustavo Miranda (Gustavo Miranda)
A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou nesta quinta-feira convite para o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) explicar as denúncias de corrupção na pasta que resultaram no afastamento do ex-ministro Alfredo Nascimento.


A oposição queria convocar o ministro, mas acabou convencida por líderes governistas para transformar o pedido em convite --o que desobriga Passos a comparecer ao Congresso para se explicar.


Com a mudança, o requerimento foi aprovado por unanimidade pela comissão --que ainda não marcou a data do depoimento. A expectativa é que Passos fale aos senadores na próxima quinta-feira.


A aprovação de convites faz parte da estratégia da presidente Dilma Rousseff para que os ministros responsáveis por pastas onde há denúncias de corrupção prestem esclarecimentos ao Congresso --sem o desgaste de serem convocados.


Passos é o primeiro ministro a ser convidado a depor no Senado, enquanto na Câmara cinco integrantes do primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff foram chamados a esclarecer as denúncias --todos também por convites.


Integrantes da oposição elogiaram a disposição dos ministros em prestarem depoimento, mesmo sem serem convocados. "Isso mostra a nova postura do governo", disse o senador Cyro Miranda (PSDB-GO).


PETRÓLEO


A Comissão de Infraestrutura também aprovou requerimento que convida o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, para esclarecer denúncia da revista "Época" que revelou a existência de um esquema de cobrança de propinas dentro do órgão.


Segundo a revista, a advogada Vanusa Sampaio, que representa companhias do ramo, foi procurada por dois assessores do órgão em 2008.


A oposição tinha como objetivo convocar o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) para esclarecer as denúncias, mas o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) retirou o pedido depois que o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) disse que a ANP é autônoma --por isso não era necessária a presença do ministro.


Na semana que vem, a comissão vai votar requerimento para convidar o ministro Mário Negromonte (Cidades) para também explicar denúncias de que a pasta libera recursos para obras classificadas como irregulares pelo TCU (Tribunal de Contas da União), e que age a favor de empresas que, juntas, doaram cerca de R$ 15 milhões em 2010 para campanhas eleitorais do PP, partido que comanda o ministério.


Fonte:Folha.com

Jobim pede demissão e Celso Amorim será o novo ministro

A presidente Dilma Rousseff convidou o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a assumir a pasta da Defesa. Amorim aceitou, mas a posse ainda não foi marcada.


Em uma rápida reunião na noite desta quinta-feira, o ministro Nelson Jobim entregou sua carta de demissão.


O ministro cancelou a participação em evento da Defesa na tarde desta quinta-feira e antecipou a volta de Tabatinga (AM) a Brasília para se encontrar com Dilma.


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Mais cedo, a presidente conversou por telefone com Jobim e, segundo a Folha apurou, disse a ele que, diante da polêmica criada por suas declarações, a única saída era ele pedir demissão. Do contrário, teria afirmado Dilma, não lhe restaria outra opção a não ser ela mesma demiti-lo.



O ministro tem feito declarações polêmicas e desagradado o governo. À revista "Piauí" ele disse que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) é "fraquinha" e que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) "sequer conhece Brasília".


O ministro, no entanto, negou na tarde de hoje que tenha se referido de forma pejorativa ao trabalho das ministras.


Os trechos da entrevista foram antecipados pela coluna de Mônica Bergamo na edição da Folha desta quinta.


POLÊMICAS


A situação do ministro já havia ficado insustentável nos últimos dias após a declaração de que votou em José Serra nas eleições de 2010. A revelação foi feita no programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.


Apesar disso, Dilma preferiu não tomar nenhuma atitude em meio a uma semana politicamente conturbada.


Jobim também causou constrangimento ao Planalto recentemente, na solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, disse ser preciso tolerar a convivência com "idiotas", que "escrevem para o esquecimento". Ele explicou ter se referido a jornalistas, mas petistas entenderam como recado ao governo.


QUEDAS


Com a saída de Jobim, já são três as baixas no governo de Dilma Rousseff em apenas oito meses. O primeiro a sair foi Antonio Palocci, que deixou a Casa Civil após a Folha revelar o crescimento de 20 vezes do seu patrimônio nos últimos quatro anos, enquanto exercia mandato parlamentar.


No mês passado, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) pediu demissão do Ministério dos Transportes apóser ser envolvido em suspeitas de corrupção e superfaturamento de obras na pasta.


Embora não tenha deixado o governo, Dilma também precisou trocar o titular da Secretaria de Relações Institucionais. Luiz Sérgio, que exercia o cargo, assumiu o Ministério da Pesca, trocando de posto com Ideli Salvatti.


Eduardo Anizelli/Folhapress
O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi convidado por Dilma para o Ministério da Defesa
O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi convidado por Dilma para o Ministério da Defesa