quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ideli e os peixes miúdos

eliane cantanhêde
 Eliane Cantanhêde
Durante toda a crise Palocci, falou-se, ou falamos, dos peixes graúdos da coligação que apoia a presidente Dilma Rousseff: do PMDB e do PT. Agora, depois que Dilma decompôs o núcleo duro do governo com Gleisi Hoffmann na Casa Civil e Ideli Salvatti na articulação política, é hora de lembrar que as águas profundas governistas incluem 13 outros partidos. E é aí que o trio feminino começa a pescar.


No primeiro dia de trabalho de Ideli, a terça-feira, Dilma, Gleisy e Ideli almoçaram no Palácio da Alvorada com os senadores do PR, enquanto o líder do partido na Câmara participava de uma reunião de líderes governistas para falar grosso com o governo.


Para se ter ideia do tamanho dos 'peixes miúdos', entre os senadores do PR incluem-se Clésio Andrade, o homem da CNT, a poderosa Confederação Nacional dos Transportes, Blairo Maggi, um dos reis do agronegócio do país, e Magno Malta, não apenas ligado aos articulados grupos evangélicos como também um senador bastante atuante.


Dá para brincar com gente assim?


Enquanto os senadores do PR pediam interlocução direta com Dilma e o Planalto, os líderes aliados na Câmara lembravam que representam 304 deputados e eram bem mais objetivos na cobrança: além de 'interlocução direta', pedem coisas bem mais concretas e palpáveis, especialmente às vésperas das eleições das prefeituras no ano que vem.


Quais sejam: a liberação das tais emendas parlamentares, para que possam voltar para casa anunciando pontes, jardins, postos de saúde, ruas asfaltadas, dessas coisas que geram expectativa e votos, apesar de nem sempre saírem da promessa para a prática.


Dilma, Gleisi e Ideli, portanto, têm tempos difíceis e trabalho duro pela frente. Precisam alimentar os tubarões do PMDB, que estão unidos como nunca antes, e do PT, desarticulados e metidos numa guerra interna poucas vezes vista. E precisam não descuidar das tainhas e lambaris, porque esses se movem rapidamente.


A oposição está à espreita, esfregando as mãos com as perspectivas de boa pescaria. Apesar de coadjuvantes da crise Palocci, o PSDB e Aécio Neves ganharam ânimo com ela.


A base parlamentar de Dilma é imensa, um recorde, mas não confiável. Não custa lembrar que quantidade não é qualidade. E, se hoje o cardume está com o governo do PT, já esteve também com o do PSDB. Pode ir para um lado ou para outro, dependendo das condições de temperatura e satisfação.


O maior desafio de Dilma é a articulação política.




Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.


E-mail: elianec@uol.com.brLeia as colunas anterioresLeia as colunas publicadas na Folha
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fernando frascari (22)(09h17) há 9 horas
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Com a Ideli no governo, a mesma que defendeu o mensalão, e foi acusada de receber dinheiro para a campanha dela, nós brasileiros, estamos condenados a assistir a mais um show de falta de ética e moral, como nunca na história desse país.


Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.




Fonte:Folha.com

Conselho de Ética instaura processo contra Bolsonaro


O Conselho de Ética da Câmara instaurou nesta quarta-feira processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). A representação, de autoria do PSOL, cita dois episódios.


A primeira denúncia é pela polêmica entrevista concedida ao programa "CQC", da TV Band, em março passado. Ao ser questionado pela cantora Preta Gil sobre qual seria a reação dele se seu filho se apaixonasse por uma negra, o parlamentar respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu".


O outro fato citado na representação é a briga entre Bolsonaro e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Após a retirada do projeto que criminaliza a homofobia da pauta de votação, enquanto a relatora da proposta, Marta Suplicy (PT-SP), concedia entrevista à imprensa, Bolsonaro exibiu um panfleto contra a ampliação dos direitos dos homossexuais, o que irritou Marinor, que chegou a bater na mão do deputado. Marinor tentou impedir que Bolsonaro exibisse o panfleto e o chamou de homofóbico, o que acabou resultando em discussão.


"Não se está querendo impor limites ao direito de livre expressão. Entretanto, exprimir-se livremente carrega um dever: o de não incorrer em prática de crime contra a honra, ou seja, não praticar injúria, calúnia ou difamação", diz a representação.


Sérgio Brito (PSC-BA), relator do caso, já informou que deve apresentar uma relatório preliminar sobre as acusações no próximo dia 29. Ele sinalizou que deve considerar a representação apta.


A partir daí, Bolsonaro terá dez dias para apresentar sua defesa. Depois, o relator terá mais 40 dias úteis para preparar seu relatório final e mais dez para apresentá-lo ao conselho. Ou seja, serão cerca de 60 dias úteis até o término do processo.


Bolsonaro não foi localizado pela Folha nesta quarta-feira.


Fonte:Folha.com

Demandas sociais são apresentadas à Frente Parlamentar do Alto Tiete, afirma André do Prado


Levantamento realizado pelas secretarias municipais de Assistência Social do Alto Tietê foi apresentado na última terça-feira, 14/5, durante reunião realizada pela Frente Parlamentar do Alto Tietê para discutir as demandas sociais. A reunião contou com os deputados estaduais André do Prado (PR) e José Candido (PT).


As principais necessidades apontadas pelas prefeituras da região foram à ampliação do número de Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), maior repasse estadual para desenvolvimento de programas sociais, solução para a demanda de pessoas que vivem nas ruas, investimento em qualificação profissional e programas de incentivo para jovens.


Para exemplificar um dos casos, o secretário de Promoção da Cidadania e Inclusão Social de Suzano, Valdicir Stuani, alegou que a cidade conta hoje com quatro unidades do CRAS, mas o número ideal seriam dez. "Manter o Recursos Humanos dessas unidades é muito caro, aproximadamente R$ 76 mil e o governo estadual manda pouco mais de R$ 3 mil", destacou.


De acordo com o deputado André do Prado, em Guararema, o principal pedido se refere a cursos de qualificação profissional para jovens e adultos. “O objetivo é que o total de vagas oferecidas seja ampliado e que os cursos tenham relação com o turismo da cidade, como culinária e hotelaria”, ponderou o parlamentar ao enfatizar ainda que a situação dos moradores de rua também foi questionada, assim como maior integração entre as secretárias municipais e estaduais para o desenvolvimento dos programas.



Avaliando de maneira bastante positiva, Prado afirmou que os municípios puderam relatar os projetos que já estão em andamento e quais as prioridades para que o trabalho seja mantido e ampliado. “O relatório com as prioridades da região será apresentado ao secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, na próxima terça-feira, dia 21”, afirmou.


Ainda segundo o parlamentar, a frente pressionará o governo estadual a aumentar o repasse enviado aos municípios mensalmente. "Pudemos ver na reunião que existe um trabalho grande sendo feito, mas que os recursos são insuficientes. O aporte do governo federal é maior que o estadual e vamos trabalhar para mudar isso", avaliou Prado.








Clarissa Johara


Assessora de Imprensa


Deputado Estadual André do Prado (PR)


Postado por DIRETORIO ESTADUAL PARTIDO DA REPÚBLICA - SP 

Duas vezes felicidade!