quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Brasil tem maior número de mortes por Covid desde agosto

Nas últimas 24 horas, foram 1.224 mortes; já são quase 194 mil vítimas fatais no Brasil

Agência Estado

Publicado em 30/12/2020 às 21:59

Atualizado há 1 hora

Pandemia / Divulgação

Os registros de mortes por covid-19 nas últimas 24 horas chegaram a 1.224, o maior para um só dia desde 20 de agosto, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde.

A média móvel de mortes por covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou ontem em 668. O Brasil já registrou 193.940 mortes e 7.619.970 pessoas contaminadas.

Anteontem, o Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, órgão ligado ao governo de São Paulo, e a Sociedade Paulista de Infectologia divulgaram notas manifestando preocupação com o aumento de casos e mortes pela covid-19 neste fim de ano. Em documento intitulado Carta pela Vida, especialistas do comitê destacaram a importância das medidas de proteção, como manter as mãos limpas, uso de máscara e álcool em gel e respeito ao distanciamento social.

"A situação atual exige que redobremos os esforços em favor do bem coletivo. A vacina está próxima, mas enquanto ela não chega a única forma de prevenção depende de cada um de nós. Mais do que nunca é preciso do envolvimento e solidariedade de todos", diz o texto do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo.

Desobediência

Já a nota da Sociedade de Infectologia também cita os municípios paulistas que desobedeceram a fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva do plano estadual de reabertura econômica, nos dias 25 a 27 de dezembro, logo após o Natal. Um decreto da gestão João Doria (PSDB) estipulou no dia 22 que todo o Estado entrasse na fase vermelha durante essas datas e de 1.º a 3 de janeiro de 2021. A Secretaria de Desenvolvimento Regional notificou 19 municípios, a maioria no litoral.

Também ontem, o governo do Estado de São Paulo informou que registrou uma alta de 68% nos casos da covid-19 no mês de dezembro. Em relação aos óbitos, o crescimento foi de 57% em comparação aos 30 dias do mês de novembro. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65,2% na Grande São Paulo e 61,4% no Estado.

O Diário de Mogi


Leitos de UTI destinados aos pacientes com a Covid-19 estão com 80% de ocupação em Mogi

Soma das redes particular e pública é de 84 leitos, dos quais 68 estavam em uso, nesta terça-feira (29).

Natan Lira

Publicado em 30/12/2020 às 09:42

Atualizado há 26 minutos


Hospital Municipal de Mogi é referência no atendimento aos casos da Covid-19 na cidade. / Arquivo/O Diário

Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados aos pacientes em tratamento da Covid-19 estavam com 80% de ocupação, segundo os números das redes particular e pública. 

A soma no município é de 84 leitos com respiradores, sendo 20 deles no Hospital Luzia de Pinho Melo, dos quais 17 estavam em uso. 

Já considerando Hospital Municipal , Santa Casa, Hospital Ipiranga, Hospital Santana, Biocor e Mogimater, a soma é de 64 leitos de UTI, sendo que 51 deles estavam com pacientes. 

Na enfermaria, Mogi das Cruzes tem 156 leitos, dos quais, pelo menos, 44 estavam ocupados. 

Estadual

Além do Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi, a rede estadual de saúde do Alto Tietê conta com outras duas unidades, o Santa Marcelina, em itaquaquecetuba, e o Regional de Ferraz de Vasconcelos. A taxa de ocupação da UTI nos três fica em 82,2%, levando em conta que 26 dos 38 leitos estavam em uso. 

O Diário de Mogi


domingo, 6 de setembro de 2020

BENEFÍCIO: Região recebe R$ 87 milhões do Bolsa Família

 18 horas atrás4 min. - Tempo de leitura

Larissa Rodrigues

Compartilhe!

LEVANTAMENTO Mogi das Cruzes representa 36,2% do valor total recebido pelo Bolsa Família na região. (Foto: Eisner Soares)

No primeiro semestre deste ano, o Alto Tietê somou R$ 87.274.170 disponibilizados para o Bolsa Família. Mogi das Cruzes foi a cidade que recebeu a maior quantia, ficando com R$ 31.655.242 neste período. Salesópolis obteve o valor mais baixo – R$ 599.376,00. Agora, o Governo Federal estuda unificar o recebimento de benefícios no programa Renda Brasil, que receberá todos os atendidos no Bolsa Família, que será extinto.

A nova modalidade, entretanto, ainda vem sendo discutida e não chegou a ser incluída no Orçamento de 2021, que já foi enviado ao Congresso. Enquanto isso, a verba nacional para o Bolsa Família passará de R$ 29,485 bilhões em 2020 para R$ 34,858 em 2021. Já que a estimativa é de que, devido à pandemia do novo coronavírus, 15,2 milhões de famílias se enquadrarão nos critérios para receber o benefício no próximo ano, contra 13,2 milhões em 2020.

Quando for finalizado, o futuro programa, que pretende pagar benefícios à parte dos trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial, poderá ser incluído no Orçamento de 2021 por meio de uma emenda no Congresso. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Renda Brasil vai consolidar 26 ou 27 programas sociais e garantiu que o programa reduzirá a desigualdade social, enquanto a desoneração da folha de pagamento ajudará a criar empregos.

Valor do Bolsa Família no Alto Tietê – 2020

Município Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Total

Mogi das Cruzes R$ 5.394.695,00 R$ 5.360.665,00 R$ 5.191.738,00 R$ 5.246.648,00 R$ 5.236.318,00 R$ 5.225.178,00 R$ 31.655.242,00

Arujá R$ 575.110,00 R$ 563.826,00 R$ 550.447,00 R$ 652.606,00 R$ 653.743,00 R$ 652.988,00 R$ 3.648.720,00

Biritiba Mirim R$ 304.762,00 R$ 305.090,00 R$ 298.011,00 R$ 349.745,00 R$ 349.663,00 R$ 349.581,00 R$ 1.956.852,00

Ferraz de Vasconcelos R$ 1.704.844,00 R$ 1.675.491,00 R$ 1.627.373,00 R$ 1.917.466,00 R$ 1.920.598,00 R$ 1.917.592,00 R$ 10.763.364,00

Guararema R$ 377.998,00 R$ 375.778,00 R$ 361.958,00 R$ 368.809,00 R$ 365.717,00 R$ 365.181,00 R$ 2.215.441,00

Itaquaquecetuba R$ 2.408.737,00 R$ 2.398.991,00 R$ 2.571.985,00 R$ 2.771.687,00 R$ 2.773.236,00 R$ 2.769.360,00 R$ 15.693.996,00

Poá R$ 1.344.595,00 R$ 1.347.202,00 R$ 1.289.934,00 R$ 1.306.355,00 R$ 1.306.318,00 R$ 1.302.965,00 R$ 7.897.369,00

Salesópolis R$ 95.834,00 R$ 95.284,00 R$ 93.933,00 R$ 105.029,00 R$ 104.764,00 R$ 104.532,00 R$ 599.376,00

Santa Isabel R$ 315.096,00 R$ 314.906,00 R$ 366.270,00 R$ 373.408,00 R$ 374.404,00 R$ 374.298,00 R$ 2.118.382,00

Suzano R$ 1.678.786,00 R$ 1.660.362,00 R$ 1.623.200,00 R$ 1.925.198,00 R$ 1.920.934,00 R$ 1.916.948,00 R$ 10.725.428,00

Total R$ 14.200.457,00 R$ 14.097.595,00 R$ 13.974.849,00 R$ 15.016.951,00 R$ 15.005.695,00 R$ 14.978.623,00 R$ 87.274.170,00

Fonte: Portal da Transparência do Governo Federal

Entre as dez cidades da região, Mogi representa hoje 36,2% do valor total recebido no Alto Tietê. Durante os seis primeiros meses do ano, a maior quantia disponibilizada para os mogianos foi de R$ 5.394.695, em janeiro. Já a menor foi de R$ 5.191.738, em março. Itaquaquecetuba recebeu o segundo maior valor, ficando com R$ 15.693.996 durante o semestre. O maior valor foi obtido em maio, com R$ 2.773.236 e o menor em fevereiro, com R$ 2.398.991.

Apesar de ser a terceira mais populosa da região, ficando atrás justamente de Mogi e Itaquaquecetuba, Suzano foi a quarta com o maior valor, recebendo R$ 10.725.428,00 divididos de janeiro a junho. Antes dela, Ferraz de Vasconcelos teve R$ 10.763.364, com variação significativa em alguns dos valores mensais. Março, por exemplo, teve a quantia mais baixa, com R$ 1.627.373, enquanto a mais alta foi em maio, quando o município recebeu R$ 1.920.598,00.

Depois dessas quatro primeiras cidades, os valores apresentam diminuição considerável, não alcançando mais a casa dos 10 milhões. Poá obteve um total de R$ 7.897.369 no semestre, com pagamentos que variam de R$ 1.289.934,00 a R$ 1.344.595. Arujá teve quantias que variaram de R$ 550.447 a R$ 653.743 e com isso recebeu R$ 3.648.720 no semestre.

Guararema obteve R$ 2.215.441 no período, enquanto Santa Isabel recebeu R$ 2.118.382. Para Biritiba Mirim foram disponibilizados R$ 1.956.852. Junto de Salesópolis, as três cidades são as menos populosas do Alto Tietê.

Fonte:O Diário de Mogi

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

PANDEMIA: Pancadões atormentam famílias de Sabaúna; moradores cobram fiscalização aos finais de semana

 16 horas atrás6 min. - Tempo de leitura

Eliane José

Compartilhe!

PATRIMÔNIO Reformada, a Estação Ferroviária de Sabaúna está fechada por causa do isolamento social. (Foto: Eisner Soares)

Durante a semana, a Sabaúna pacata, quase sem trânsito, marca a rotina dos moradores. Porém, a partir das noites de sexta-feira a domingo, eles começaram a enfrentar o som alto de veículos de fora do distrito que estacionam em frente à Estação Ferroviária e ali permanecem até o início da madrugada. Notadamente nas últimas semanas, com o afrouxamento do isolamento social e a elevação da temperatura, os pancadões começaram a incomodar a vizinhança. Um abaixo-assinado circula entre os residentes e deverá ser entregue ao prefeito Marcus Melo (PSDB) e à Polícia, solicitando o reforço do policiamento e da fiscalização nos finais de semana.

Esse transtorno soma-se a outras preocupações das famílias por causa da pandemia da Covid-19, cujo meio de prevenção é não promover aglomerações de pessoas. Além dos pancadões, moradores como a professora Claudia Franco, vice-presidente da Sociedade Amigos de Sabaúna se preocupam com outra rotina que não se alterou desde março: o grande número de esportistas, sobretudo ciclistas, que passam pela região central do destino ou fazem ponto final, ali, dos treinos de final de semana.

“O grande problema é que estamos na pandemia e o morador não consegue nem mesmo ir comprar um pão, no domingo pela manhã, ou estacionar o carro para ir à missa, porque o número de ciclistas, é muito grande. Aqui, em Sabaúna, não houve isolamento total, aos finais de semana”, reprova Cláudia, acreditando que uma fiscalização constante seria um meio de ordenar as visitas e inibir as aglomerações.

TEMOR Claudia Franco cobra a fiscalização aos finais de semana. (Foto: Eisner Soares)

Moradora em frente à Estação Ferroviária recém-reformada, mas fechada por causa da crise sanitária, Cleide Soares, afirma que são duas situações distintas – o pancadão, e a grande movimentação de ciclistas, com impactos diferentes na vida local. “No pancadão do último domingo, a Guarda Municipal foi chamada e não veio, o que nos atendeu, após algum tempo de espera, foi o setor de Fiscalização da Prefeitura”, contou, comentando que impedir o som alto é tarefa complicada. “Quando o pessoal da Prefeitura chega, com o giroflex acionado, o som é abaixado, e fica nisso”, considera.

O assunto foi tratado na sessão da Câmara de quarta-feira, quando vereadores solicitaram a atenção da Guarda Municipal aos bairros que têm registrado o aumento dos pancadões, prática proibida por lei municipal, independente do decreto da pandemia.

Já o que diz respeito aos esportistas de final de semana, Cleide destaca que a maioria toma os cuidados, como o uso das máscara, mas o grande número de pessoas causa alguns inconvenientes, como a utilização das calçadas e de trechos da rua para o estacionamento da bicicletas. “Os moradores do lugar precisam disputar espaço com as bicicletas, em determinados horários”, indica.

Apesar desse inconveniente, os ciclistas são bem-vindos. Integrante do Conselho Deliberativo da associação que defende Sabaúna, ela sugere o encontro de soluções para ordenar as visitas, uma situação considerada por parte dos moradores, como uma saída para o desenvolvimento econômico do distrito. “Nós queremos o desenvolvimento sustentável, o turismo como um aliado para a geração de empregos para os moradores que precisam se deslocar para trabalhar até em outras cidades. Não queremos o crescimento de Sabaúna”, acentua.

Provocada sobre como aliar essa meta à tranquilidade e qualidade de vida do lugar, ela responde que será necessário o engajamento da comunidade local, na busca de saídas para a boa convivência entre todos, e do poder público municipal.

“Se ligarmos para a Guarda Municipal e, ao invés dela chegar uma hora depois, ela vir em 20, 30 minutos, teremos como prevenir os pancadões, por exemplo”.

Nos finais de semana, a Guarda Municipal tem atendido reclamações e solicita as ligações de moradores para flagrantes a situações como os pancadões.

O abaixo-assinado em elaboração visa fortalecer os pedidos de fiscalização.

Reforma da estação atrai os visitantes

A reforma da Estação Ferroviária de Sabaúna foi entregue em agosto, inclusive com uma área de lazer, onde foram instalados brinquedos infantis. Planejado para ser um Museu Ferroviário, gerido pela Associação Nacional de Preservação, com nova pintura e melhorias, o prédio tem atraído muitas pessoas, mesmo com as portas ainda cerradas. A beleza desse patrimônio arquitetônico e histórico de um dos pontos de partida para o desenvolvimento de Mogi das Cruzes inspira uma parada para fotografias e a contemplação da paisagem.

Isso seria mesmo o esperado, não fosse 2020 um ano marcado pela expansão do Sars CoV-2, o nome do coronavírus que transmite a Covid-19. “Sabaúna não fechou como Luis Carlos, ou a região central de Guararema”, compara Claudia Franco, vice-presidente da Sociedade Amigos de Sabaúna. Para além dessa questão pontual (veja matéria nesta página), o poder de atração de Sabaúna embala um projeto turístico da Prefeitura Municipal para a região.

Além da reforma da estação, iniciada em outubro de 2017 e marcada por paralisações até a conclusão, há um mês, há uma expectativa de se reativar as viagens turísticas do trem até o ponto de parada que vai completar, em janeiro próximo, 128 anos.

O comerciante Marcelo Triboni, proprietário de uma das padaria do lugar, é um dos defensores desse plano. Para ele, hoje Sabaúna recebe corredores, ciclistas, trilheiros, sobretudo nas manhãs dos finais de semana, e não turistas, propriamente ditos.

TREINOS Marcelo Triboni afirma que ciclistas são ‘público tranquilo’. (Foto: Eisner Soares)

Triboni destaca que distrito ainda não tem uma estrutura para o turismo. Isso acontecerá, opina, com a abertura do Museu Ferroviário e as viagens de trem.

Rota da Luz

Nas próximas semanas, Sabaúna deverá receber um outro tipo de visitante. O distrito está na Rota da Luz, um traçado iniciado em Mogi das Cruzes e com término em Aparecida, criado pelo Governo do Estado para retirar os romeiros da perigosa travessia a pé, pela rodovia Presidente Dutra. Marcelo Triboni acredita que, com a pandemia, o número de devotos por este caminho será menor. “No ano passado, em meados de setembro, o movimento era grande; neste ano, isso deve diminuir”, completa.

Fonte:O Diário de Mogi