Centros de Detenção Provisória da região têm, em média, 2,2 encarcerados por vaga e operam acima do limite
Foto: Amilson Ribeiro
Região conta com dois presídios para pessoas detidas em caráter provisório
Mais de três mil detentos que cumpriam pena nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) da região foram transferidos para presídios em 2016. Mesmo com as transferências, os CDPs do Alto Tietê ainda operam 130% acima do limite. Em Suzano e Mogi das Cruzes, onde há unidades prisionais instaladas, a capacidade é de 844 presos cada uma. No entanto, cada estrutura opera com mais de 1,9 mil presidiários, ou seja, os espaços abrigam mais de 2 pessoas por vaga. Os dados são da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo.
Até dois anos atrás, o problema de superlotação era ainda pior nos CDPs do Alto Tietê, pois mais de 30% da população carcerária de Mogi era composta por detentos condenados pela justiça devido à falta de vagas em presídios. O CDP é destinado para receber os presos provisórios, ou seja, aqueles que não têm a pena definida e aguardam julgamento.
Atualmente, a unidade mogiana abriga cinco presos condenados com trânsito em julgado. De acordo com a SAP, no ano passado, 1.742 presos foram transferidos para cumprimento de pena em penitenciárias e Centros de Progressão Penitenciária (CPP). No entanto, os números não mudaram muito, já que em 2014 a unidade já abrigava mais de 1,9 mil detentos. Portanto, continua superlotada, operando com 1.082 presos acima do limite.
O CDP de Mogi foi inaugurado em 15 de outubro de 2002 e tem 6,2 mil metros quadrados de área construída. A unidade fica no Taboão, mas recebe presos de diversas cidades da região e da Grande São Paulo, como Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis, Santa Isabel, além de Jacareí, São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e São Bernardo do Campo.
No CDP de Suzano, a SAP transferiu 1.270 detentos condenados para o cumprimento da pena em penitenciárias e CPPs. Atualmente, há cinco presos condenados no local e, hoje, há 1,1 mil presos acima do limite estrutural.
O CDP de Suzano foi inaugurado há quase 15 anos, em 12 de março de 2003, e tem 5,8 mil m2. O espaço abriga presos provisórios em regime fechado.
Um agente para 8 presos
Os Centros de Detenção Provisória (CDPs) operam, em média, com um agente para cada oito presos. Dado preocupante para o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), que alerta para os riscos de violência contra os servidores e até uma possível rebelião, devido ao déficit no quadro de funcionários das unidades
Os Centros de Detenção Provisória (CDPs) operam, em média, com um agente para cada oito presos. Dado preocupante para o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), que alerta para os riscos de violência contra os servidores e até uma possível rebelião, devido ao déficit no quadro de funcionários das unidades.
O presidente do Sindasp, Daniel Grandolfo, explica que o ideal seria um agente para cada dois presos, segundo orientação da Organização das Nações Unidas (ONU). "Existe um risco muito alto. A superlotação compromete toda a segurança e dificulta o trabalho dos agentes, inclusive na contagem de presos", explicou. "Uma cela com capacidade para 12 detentos, tem mais de 50. Se um resolve agredir o outro, o agente não consegue fazer uma intervenção", disse, lembrando também que, no ano passado, os CDPs da região registraram três casos de agressões contra os servidores que atuam dentro das unidades.
Grandolfo ainda lembrou que cenários como esse aumentam o risco de rebeliões, conflitos e ataques contra os agentes. "A situação gera revolta entre os presos, o que acarreta em agressões nos sistemas penitenciários. A superlotação facilita até para uma possível rebelião", alertou. "Há muita revolta entre os presidiários e o agente penitenciário acaba se tornando o principal alvo deles, já que são os primeiros a serem vistos pelos detentos. Então, esses funcionários são em quem os presos descarregam todo o ódio deles".
Segundo o presidente do Sindasp, os CDPs da região têm cerca de 500 funcionários e muitos licenciados por questões psicológicas, pela falta de infraestrutura e de segurança dos servidores. (F.F.)
CDPs
CDPS Capacidade População prisional (%) Presos por vaga
Mogi das Cruzes 844 1.926 128% 2,28
Suzano 844 1.947 130% 2,30
TOTAL 1.688 3.873 129,4% 2,29
Fonte:Mogi News
Nascida na cidade, Dayse Paparoto está à espera de um investidor para firmar parceria e concretizar seu projeto
Foto: Carlos Reinis/Band.
Dayse venceu em dezembro passado a primeira edição do MasterChef Brasil Profissionais, da Bandeirantes
Quase dois meses após consagrar-se campeã do MasterChef Brasil Profissionais 2016, exibido pela Rede Bandeirantes, a mogiana Dayse Paparoto desfruta da fama e das oportunidades que estão surgindo após sua participação no talent show. Toda essa "badalação", no entanto, não alteraram os planos de abrir um restaurante em Mogi das Cruzes, onde nasceu.
"Amo a cidade, acho super tranquila. Gostaria muito de abrir um restaurante e estou à espera de um investidor para parceria. Mogi é onde eu quero criar meus filhos quando eu tiver a minha família", destacou a chef.
Embora atualmente resida na capital paulista, Dayse ainda mantém uma forte ligação com a terra natal e, sempre que possível, visita a cidade para encontrar seus amigos e familiares. "Vou a Mogi todo mês, pois meus pais ainda moram no município. Tenho muito carinho pela cidade porque foi o local onde cresci e ainda tenho muitas amizades", disse.
Formada pelo Senac Águas de São Pedro como cozinheira chef internacional, a mogiana descobriu sua paixão pela cozinha ainda criança. "Eu cozinho desde pequena, na família, e depois que iniciei o curso em São Pedro comecei a conhecer novos horizontes. Assim que entrei no curso, passei a me dedicar 100% e trabalhava mais de 17 horas por dia, inclusive como voluntária em hotel. Acabei sendo escolhida como a melhor entre 200 alunos", contou.
Até alcançar todo o reconhecimento que tem hoje, Dayse precisou superar uma série de obstáculos. Entre eles está o fato de muitas vezes ser a única mulher em meio a uma equipe inteiramente masculina.
"Passei por todas as áreas do hotel e fui considerada a melhor aluna. Com isso fui indicada para fazer um jantar com o chef Laurent Suaudeau , que depois me escolheu para fazer estágio no restaurante dele. Trabalhei com ele durante um ano na forma de estágio não remunerado. Lá encarei vários desafios, ele não gostava de mulheres na cozinha, então tive que me superar. Depois dessa experiência inicial veio o Fasano, em que fui a primeira mulher na equipe, entre outras casas. Acabou sendo uma coisa que eu gosto, não é uma profissão fácil. Acredito que o meu pai me preparou para isso desde que eu era pequena", ressaltou.
Fonte:Mogi News
Farofa
Um dos nomes que chamou a atenção foi do vereador Francimário Vieira (PR), o Farofa. Ele foi eleito líder da bancada do PR e indicado para integrar duas importantes comissões: de Finanças e Orçamento e de Indústria, Comércio e Relações do Trabalho.
Interlocutor
"Agradeço aos meus colegas de partido e nobres vereadores que, em consenso, decidiram indicar meu nome para representar nossa legenda, tanto na interlocução com o prefeito como também com os deputados em busca de recursos para o município", comentou Farofa.
Não quero
A indicação de Farofa para presidir a Comissão de Indústria, Comércio e Relações do Trabalho causou uma reação do vereador Caio Cunha (PV). Ele queria ser o presidente dessa comissão e como viu que seria apenas membro, logo se pronunciou dizendo que deixaria o grupo.
Fonte:Mogi News Contra Capa
Na primeira sessão da nova legislatura, Marcus Melo ressaltou prioridades; várias comissões foram definidas
Foto: Juliana Oliveira
Formatação de várias comissões foi decidida ontem
O prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), participou da abertura da primeira sessão da Câmara Municipal, realizada ontem. Ele ressaltou que a segurança pública será prioridade de sua administração, e reforçou que o ano deve ser difícil, pois o País ainda vive uma crise econômica. Segundo ele, em 2016, a Prefeitura deixou de arrecadar R$ 150 milhões. O prefeito defendeu a parceria entre o Executivo e Legislativo.
Durante o discurso, Melo chegou a ser hostilizado por um manifestante que protestava contra o aumento da passagem de ônibus. Ele não rebateu diretamente a crítica, mas disse frases como "falamos para as pessoas que querem ouvir", "a gente sabe que tem pessoas que não ajudam em nada, só ficam reclamando" e "a gente sabe que tem gente que só faz mimimi". Mesmo com o clima tenso, a sessão prosseguiu normalmente.
Em relação a segurança pública, Melo afirmou que esse é um dos principais pedidos que recebe dos mogianos. "Demos início a aquisição de cinco novos veículos e estamos reposicionando alguns guardas para que eles possam ter mais presença na rua", destacou, salientando que a parceria com as polícias Civil e Militar continuará, assim como com os governos estadual e federal para conquistar recursos para Mogi.
O tucano ainda reforçou que terá uma relação próxima com a Câmara Municipal e conversará em breve com os vereadores sobre os próximos projetos que serão encaminhados ao Legislativo.
O vereador Mauro Araújo, líder do PMDB, avaliou que, mesmo com a crise, Mogi tem se destacado. Iduigues Ferreira Martins falou em nome da bancada do PT e disse que a oposição vai trabalhar para o desenvolvimento da cidade. José Antonio Cuco Pereira, líder do PSDB, pediu atenção para o transporte público. Ele avaliou que o principal problema não é o aumento da passagem, mas as condições dos ônibus.
O presidente da Câmara, o pastor Carlos Evaristo da Silva (PSD), afirmou que a parceria entre a Câmara e a prefeitura é importante para Mogi. "O Marcus Melo tem estabelecido um diálogo e colocado todos os secretários à disposição da Câmara, isso tem facilitado o trabalho", disse.
Comissões
A formatação das Comissões Permanentes foi oficializada ontem. Um das mudanças foi o remanejamento da Assistência Social da Comissão de Saúde para a de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Pessoa com Deficiência, Criança, Adolescente, Juventude e Idoso. O presidente será Edson Santos (PSD). "Colocarei em prática a experiência de oito anos na Secretaria Municipal de Assistência Social e no Fundo Social de Solidariedade", destacou. Falta definir apenas as presidências da Comissão Permanente de Agricultura e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Comissões Permanentes
Justiça e Redação
Presidente: Mauro Araújo (PMDB)
Membros: Protássio Nogueira (PSD) Jean Lopes (PCdoB)
Finanças e Orçamento
Presidente: Pedro Komura (PSDB)
Membros: José Francimário Macedo (PR) e Edson Santos (PSD)
Obras e Habitação
Presidente: Antonio Lino da Silva (PSD)
Membros: José Antonio Cuco Pereira (PSDB) e Emerson Rong (PR)
Meio Ambiente e Urbanismo
Presidente: Otto Rezende (PSD)
Membros: Fernanda Moreno (PV) e Rodrigo Valverde (PT)
Transporte e Segurança Pública
Presidente: Cláudio Miyake (PSDB)
Membros: Mauro Margarido (PSDB) e Benedito Taubaté Guimarães (PMDB)
Educação e Cultura
Presidente: Mauro Araújo (PMDB)
Membros: Marcos Furlan (DEM) e Caio Cunha (PV)
Esporte e Turismo
Presidente: Marcos Furlan (DEM)
Membros: Jean Lopes (PCdoB) e Diego Amorim Martins (PMDB)
Indústria, Comércio e Relações do Trabalho
Presidente: Antonio Lino (PSD)
Membros: José Francimário Macedo (PR) e Caio Cunha (PV)
Saúde
Presidente: Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB)
Membros: Cláudio Miyake (PSDB) e Péricles Bauab (PR)
Serviços Públicos e Semae
Presidente: Benedito Taubaté Guimarães (PMDB)
Membros: José Antonio Cuco Pereira (PSDB) e Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB)
Direitos Humanos, Igualdade Racial, Pessoa com Deficiência, Criança, Adolescente, Juventude, Idoso e Assistência Social
Presidente: Edson dos Santos (PSD)
Membros: Péricles Bauab (PR) e Iduigues Ferreira Martins (PT)
Direito do Consumidor
Presidente: Diego Amorim Martins (PMDB)
Membros: Emerson Rong (PR) e Mauro Margarido (PSDB)
Bem-estar Animal e Zoonoses
Presidente: Fernanda Moreno (PV)
Membros: Protássio Nogueira (PSD) e Iduigues Ferreira Martins (PT)
Fonte: Câmara Municipal
Manifestação pede redução da tarifa do transporte coletivo
A manifestação iniciada durante a sessão da Câmara Municipal ontem foi concluída no Terminal Estudantes, a poucos metros da sede do Legislativo
A manifestação iniciada durante a sessão da Câmara Municipal ontem foi concluída no Terminal Estudantes, a poucos metros da sede do Legislativo. Os manifestantes pedem que a passagem, que foi reajustada para R$ 4,10 no domingo, volte ao patamar de R$ 3,80.
Ainda na sessão, os vereadores Iduigues Ferreira Martins e Rodrigo Valverde, ambos do PT, pediram que medidas sejam tomadas para melhorar o serviço prestado. Para Martins, as empresas são beneficiadas com diversas isenções e o valor de R$ 4,10 é alto. Valverde criticou a falta de transparência.
O líder comunitário do Itapeti e um dos organizadores do protesto, Silvio Marques, disse que a manifestação tinha o objetivo de chamar a atenção para os problemas enfrentados pelos passageiros. Ele é um dos autores da ação popular que pede a revogação do aumento da passagem. "Queremos que o juiz faça uma análise profunda da situação do serviço prestado em Mogi", avaliou.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou que a prefeitura fiscaliza e multa as empresas quando há problemas no serviço prestado. Ele justificou que o aumento serve para que as empresas façam investimentos. "Ninguém gosta de aumentar a passagem, mas temos que entender que qualquer empresa de concessão do transporte coletivo precisa ter a possibilidade de investimento. Temos a previsão de que 22 novos ônibus sejam entregues em março", informou. (L.N.)
Fonte:Mogi New