Só o túnel 2, que interligará as ruas Dr. Ricardo Vilela e Hamilton da Silva e Costa, já atingiu 68% de conclusão
Foto: Daniel Carvalho
Serviços seguem dentro do cronograma com a presença de dezenas de operários
Apesar das chuvas constantes dos últimos dias, o cronograma das obras da passagem subterrânea da Praça Sacadura Cabral, no centro, não sofrerá alteração. Desde a última medição apresentada pela Prefeitura de Mogi em abril, a conclusão dos trabalhos avançou de 40% para 44%, sendo que o túnel 2, responsável por interligar as ruas Doutor Ricardo Vilela e Hamilton da Silva e Costa, já atingiu 68% de conclusão.
Segundo a prefeitura, a "chuva é um obstáculo para a execução da obra, mas a sua ocorrência já estava prevista e faz parte do planejamento do trabalho. O ritmo de execução acaba sendo afetado, mas nada que prejudique o andamento do projeto". Até o momento nenhum serviço teve que ser paralisado.
Na manhã de ontem, dezenas de funcionários do Consórcio Viário Mogi, formado pelas empresas Engeform Construção e Comércio Ltda e Serveng Civilsan S/A, trabalhavam no local apesar da intensa garoa.
Ainda de acordo com a administração municipal, o "índice das obras como um todo está em 44%, enquanto o túnel 2 está em 68%. Atualmente, os funcionários trabalham na escavação do trecho sob a linha férrea, que permitirá ligar as duas frentes do túnel".
A construção da passagem subterrânea é resultante de um investimento de R$ 128,8 milhões, sendo R$ 98.166,000,00 do Ministério das Cidades e R$ 30.685.445,30 municipais.
A previsão é de que o túnel 1 seja entregue ainda este ano, até o final do mandato do prefeito Marco Bertaiolli (PSD). Já o túnel 2, entre as ruas Cabo Diogo Oliver e Adhemar de Barros, deve ser concluído em dezembro de 2017.
Imóveis
O processo de desapropriação dos imóveis que precisam ser demolidos para a execução das obras poderá ser concluído em 40 dias. O prazo de espera, no entanto, também não impactará no andamento do projeto.
De acordo com a secretária de Assuntos Jurídicos, Dalciani Felizardo, atualmente, quatro imóveis ainda encontram-se em fase de desapropriação. Destes, três aguardam decisão Judicial para que o processo seja concluído.
Fonte:Mogi News
Após reportagem de O Diário, publicada no último domingo (15) alertando para a necessidade urgente de ampliação do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, a reivindicação chegou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A unidade de saúde enfrenta superlotação por conta da grande demanda de pacientes recebida das 10 cidades do Alto Tietê.
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) usou a tribuna, na sessão desta terça-feira, para chamar atenção ao problema e cobrar investimentos do Governo do Estado a fim de garantir a expansão do prédio, que já comporta vários serviços e tem projetos de criação de novos atendimentos nas áreas de oncologia e cardiologia.
A proposta do parlamentar é apresentar, em nome da bancada do Solidariedade (SD), uma emenda ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Assembleia, reivindicando a construção do terceiro e quarto andares no prédio do Luzia – referência em média e alta complexidade, cirurgia vascular e ortopedia e 100% operado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Convido os demais parlamentares para nos ajudar nesta causa, já que o Luzia é referência para uma população de cerca de 2 milhões de habitantes de toda a Região e a procura por atendimento só tem aumentado nos últimos anos devido aos problemas na área da saúde em Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Arujá e demais cidades do Alto Tietê”, explica Gondim, destacando a importância da reportagem de O Diário para contribuir nesta luta.
“Esta é, com certeza, a melhor bandeira que o jornal pode levantar, já que Mogi virou referência nestes atendimentos porque as pessoas aprenderam que se não forem atendidas nas unidades de saúde de suas cidades devem recorrer ao Luzia. O pior é que no inverno, devido às baixas temperaturas e à maior incidência de doenças cardiorrespiratórias, o hospital fica ainda mais lotado”, enfatiza, lembrando ainda que, com a crise econômica do País, muitas pessoas perderam o emprego e, consequentemente, ficaram sem plano de saúde. “Isso ajudou a elevar muito a demanda na rede pública, no caso do Alto Tietê, no Luzia”, lembra. (Carla Olivo)
Fonte:Mogi News
Profissionais do Ministério das Cidades falaram sobre o bom andamento no ritmo das construções em Mogi
Apesar da crise econômica que afeta o Brasil, Mogi das Cruzes está conseguindo manter o ritmo de grandes obras estruturantes e, com isso, criar empregos e promover o desenvolvimento. A constatação foi feita por dois técnicos do Ministério das Cidades que estiveram na cidade ontem e verificaram o andamento da construção do túnel da praça Sacadura Cabral, do Corredor Leste-Oeste, da duplicação da avenida Kaoru Hiramatsu e da já concluída avenida Julio Simões. Todas as intervenções contam com recursos federais, a partir de projetos elaborados e aprovados pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.
O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) recebeu no gabinete os analistas de infraestrutura do Ministério das Cidades, Carlos Eduardo Afonso Gonçalves e Gabriel Peres. Ao lado dos secretários municipais João Francisco Chavedar (Planejamento e Urbanismo), Nilmar de Cássia Ferreira (Serviços Urbanos) e Cláudio Rodrigues (Obras), Bertaiolli destacou a qualidade dos projetos apresentados pela Prefeitura, além da gestão das obras a partir da liberação dos recursos e das licitações concluídas: "Todos os nossos projetos que foram encaminhados ao Ministério das Cidades receberam aprovação e tiveram os recursos liberados. As obras estão em pleno andamento, como você podem ver hoje (ontem) aqui na cidade, e serão responsáveis por importantes melhorias na área de mobilidade urbana em Mogi", disse o prefeito.
Os técnicos e secretários municipais estiveram inicialmente no complexo viário, onde o coordenador da Caixa Econômica Federal, Alexandre Pestana, se uniu ao grupo. As escavações do túnel 2 estão em estágio avançado e, atualmente, se encontram embaixo da linha férrea.
De acordo com Chavedar, em pouco tempo as duas frentes de trabalho se encontrarão e a expectativa é de que o túnel 2 seja concluído e liberado até o final do ano, ligando as ruas Doutor Ricardo Vilela e Hamilton da Silva e Costa. A obra tem investimento de R$ 128,8 milhões e inclui ainda o túnel 1, também em andamento, que ligará a rua Cabo Diogo Oliver à avenida Adhemar de Barros.
Em seguida, o grupo seguiu para o Corredor Leste-Oeste, que terá 9 quilômetros de extensão. As obras já estão em andamento, com investimento total de R$ 88,5 milhões, e incluem duas pistas com mais de 10 metros de largura cada uma, corredor exclusivo para o transporte coletivo no canteiro central, ciclovia e calçada para a circulação de pedestres.
O conjunto de obras que estão sendo realizadas na avenida Kaoru Hiramatsu também foi vistoriado pelos técnicos. Ao todo, cerca de R$ 115 milhões estão sendo investidos na região em equipamentos de saúde, educação e habitação, além da duplicação da via, que liga a avenida Japão à rodovia Mogi-Bertioga.
Entregue em fevereiro deste ano, a quarta fase das obras de urbanização da avenida Julio Simões encerrou os trabalhos de infraestrutura realizados em Mogi. O grupo formado pelos técnicos do Ministério das Cidades e pelos secretários municipais percorreu a avenida. "Foi uma obra complexa, mas que trouxe como resultado a transformação completa desta região", pontuou o secretário Ferreira.
Fonte:Mogi News
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Requerimento do democrata já conta com 76 das 32 assinaturas necessárias
A Assembleia Legislativa deverá abrir uma Comissão Processante de Inquérito (CPI) para apurar e investigar o fornecimento de merenda escolar em todas as escolas estaduais, através de contratos firmados por cooperativas de agricultura familiar com o governo do Estado e municípios paulistas. O requerimento é de autoria do deputado Estevam Galvão (DEM) e já conta com 76 assinaturas - o documento precisaria receber pelo menos 32 assinaturas. Dentre os parlamentares da região, que já assinaram o documento, estão os deputados republicanos André do Prado e Marcos Damasio.
De acordo com Estevam, a CPI deverá investigar também eventuais ações de agentes públicos, para esclarecer se houve ou não prejuízo ao erário.
A comissão será composta por nove parlamentares, com duração de 120 dias. "O regimento interno da Casa permite a realização de apenas cinco CPIs por vez, e já existe o limite máximo em andamento. Desta forma, apresentaremos por meio de projeto de resolução o pedido de instalação de uma 6ª CPI na Assembleia Legislativa", explicou.
O objetivo é apresentar o requerimento para todos os líderes partidários.
Para o autor do requerimento, a CPI deve ser apartidária. "Revelada pela Polícia Civil, a fraude da Cooperativa Agrícola Familiar (Coaf) no fornecimento de suco de laranja para o Estado e municípios paulistas, merece atenção desta Casa. Apesar do caso já ser investigado pelo Ministério Público, Polícia Civil e Corregedoria de Administração Geral do estado, a atuação da Coaf precisa ser esclarecida. É preciso dar transparência aos contratos firmados nos municípios, para atender a organização desta 'quadrilha'".
Adesão
Para o deputado estadual Marcos Damasio (PR), a proposta desta nova CPI é mais ampla. Além dos contratos da Coaf com o governo do Estado, serão investigados contratos com municípios, Câmaras Municipais, ex-agentes públicos e atuais agentes públicos estaduais.
"A criação de uma CPI, apesar de sua apuração ser política, era um pedido popular e não podíamos simplesmente ignorar isso. A investigação será feita aqui na Casa e o trabalho da Polícia Civil, da Polícia Federal e do Ministério Público continua, este sim, com competência para acusar e punir os culpados, como vem ocorrendo", pontuou.
Já o deputado André do Prado, líder do Partido da República na Assembleia Legislativa, disse que, com a criação da CPI, será possível ouvir todos os envolvidos: entidades, governos estadual e municipais e os dirigentes da cooperativa.
"Sou a favor de que todos os fatos sejam esclarecidos a fim de que a população volte a ter confiança. Por isso, fiz questão de apoiar esta CPI, a fim de apurarmos o que realmente aconteceu", concluiu o deputado.
Fonte:Mogi News