PR vira alvo tanto do PT quanto do PSDB
Já pensando em 2014, adversários na eleição paulistana disputam apoio do partido
29 de maio de 2012 | 3h 07
JULIA DUAILIBIFERNANDO GALLO - O Estado de S.Paulo
Depois do PP, do ex-prefeito e deputado Paulo Maluf, o PR, envolvido no escândalo do mensalão e alvo da faxina no Ministério dos Transportes no ano passado, passou a ser motivo de disputa entre PT e PSDB. Não só na eleição pela Prefeitura de São Paulo, mas também na corrida de 2014.
Ontem, o governador Geraldo Alckmin recebeu os líderes do PR no Palácio dos Bandeirantes - o deputado estadual André do Prado e o deputado federal Valdemar Costa Neto - para discutir uma aliança que passe pela eleição para a Prefeitura, com José Serra (PSDB), e por sua reeleição em 2014.
Dentro do time. Os tucanos sinalizaram com espaço na máquina estadual para o PR, que tem hoje apenas um deputado estadual. A ideia é que a legenda embarque na administração do governo paulista já no fim do ano, depois da eleição pela Prefeitura paulistana em outubro.
Alckmin já havia se encontrado com Maluf, com quem discutiu alianças para 2012 e 2014, eleição que é a prioridade do governador. PP e PR são donos do quinto e sexto tempos de TV no horário eleitoral gratuito, respectivamente.
Como a campanha na TV é um dos principais ativos eleitorais, PT e PSDB negociam para angariar alianças, ou seja, mais minutos no horário gratuito. Diante do flerte PR-PSDB, o PT correu para agendar um encontro com Valdemar, que estava marcado para ontem à noite, mas que não havia ocorrido até o fechamento desta edição.
Dele, deveriam participar o pré-candidato petista, Fernando Haddad, e o coordenador de campanha, Antonio Donato, além de Valdemar e do presidente municipal do PR, Antonio Carlos Rodrigues, articulador da reunião e suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP).
O PT tenta evitar que o PR vá para o campo tucano, tarefa vista pela própria campanha de Haddad como inglória diante da resistência da presidente Dilma Rousseff de atender aos pleitos ministeriais de Valdemar e do que a pré-campanha considera como "fortíssimas investidas" de Kassab em direção à sigla.
Rodrigues é cotado para vaga no Tribunal de Contas do Município, indicação feita pelo prefeito e que consta das negociações.
O ex-presidente Lula conversou há duas semanas com o presidente nacional do PR, Alfredo Nascimento, que sinalizou disposição em fazer esforços pró-Haddad. O senador, no entanto, tem pouca ascendência sobre o PR paulista, majoritariamente comandado por Valdemar.
Segundo turno. O pré-candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, também confirmou contato com o adversário do PT para discutir um eventual segundo turno. Para o primeiro, Russomanno garantiu, durante a sabatina promovida pela Rede Record ontem, que manterá a sua candidatura.
Além de Fernando Haddad, Celso Russomanno afirmou que ainda articula com o pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita. Recentemente, o PHS - que era cotado para compor a coligação do peemedebista - fechou acordo com o PRB. A mudança teria provocado mal-estar entre o PMDB e o PRB. / COLABOROU RICARDO CHAPOLA
Fonte:Estado de S.Paulo
28/05/2012 - 21h44
Cacique do PR, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) disse ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que o apoio ao PT na eleição municipal paulistana este ano está descartado.
Réu no processo do mensalão, Neto esteve na tarde desta segunda-feira (28) no Palácio dos Bandeirantes para falar da disputa em São Paulo.
Alckmin negocia apoio do PR à chapa tucano em SP
O PR esteve ao lado do PT na eleição de 2010, mas ficou melindrado com o partido depois que seu presidente nacional, o senador Afredo Nascimento (PR-AM), foi obrigado a pedir demissão do Ministério dos Transportes após denúncias de corrupção na pasta, no ano passado.
Cientes do desgaste na relação com os petistas, interlocutores de José Serra, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, investiram na aproximação com o PR.
A conversa de Neto com Alckmin, segundo aliados do governador, foi amigável. Interlocutores de Valdemar Costa Neto afirmam que a direção nacional do partido tende a fechar com Serra, para fustigar o PT.
Os petistas contavam com o PR para ampliar o tempo de TV de seu candidato, Fernando Haddad. Neófito em eleições, Haddad precisa da propaganda eleitoral para se tornar mais conhecido.
Se o acerto do PR com o PSDB se concretizar, será o golpe mais duro que os tucanos trão conseguido impingir nos petistas na pré-campanha em São Paulo. Além do PSDB, o PMDB, cujo candidato é Gabriel Chalita, também corteja o PR.
Fonte:Folha.com
Crime, que será chamado de lei 'intimidação vexatória', terá pena de até quatro anos de prisão
Ricardo Brito - Agência Estado
BRASÍLIA - A comissão de juristas do Senado que discute mudanças ao Código Penal aprovou nesta segunda-feira, 28, proposta para criminalizar a prática de bullying. O crime, que será considerado no anteprojeto de lei "intimidação vexatória", terá pena de um a quatro anos de prisão.
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Pela proposta, pratica o crime quem "intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar" criança ou adolescente "valendo-se de pretensa situação de superioridade". O delito pode ser realizado por qualquer meio, inclusive pela internet. Se o crime for praticado por menores, ele será cumprido, em caso de condenação, em medida sócio-educativa.
A comissão também aprovou a criação do crime de stalking, conhecido popularmente de perseguição obsessiva. A proposta sugere a punição de até seis anos de prisão para alguém que perseguir outra reiteradamente, ameaçando sua integridade física ou psicológica ou ainda invadindo ou perturbando sua privacidade. O colegiado aprovou ainda o aumento da pena de prisão para o crime de ameaça, que subiu de um a seis meses para seis meses a um ano de prisão.
Fonte:Estadão.com.br
Na tribuna da Câmara, deputado classifica proibição como inútil, diz que consumidor tem direito a meios gratuitos para transportar compras e prega que foco deve ser a conscientização
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o deputado federal Junji Abe (PSD-SP) fez a veemente defesa do direito do consumidor de ter meios gratuitos para transportar suas compras. “Não basta simplesmente proibir a distribuição de sacolinhas e fazer o consumidor pagar por biodegradáveis ou retornáveis”, criticou. Com a medida, apontou ele, “ganham apenas supermercadistas que transformaram a venda de ecobags e afins em fonte de renda”.
De acordo com o deputado, a proibição é inútil para o meio ambiente porque todos os outros produtos continuam em embalagens, “contendo chamativas propagandas, feitas com tintas ambientalmente nocivas”. Defendendo a distribuição gratuita de sacolas biodegradáveis para o transporte das compras, Junji disse que as classes de menor poder aquisitivo são penalizadas em dobro.
Além de ser obrigado a pagar por sacolas biodegradáveis para transportar suas compras, o consumidor, principalmente o de baixa renda, fica impedido de reutilizar as sacolinhas plásticas para acondicionar os resíduos domésticos. “Paga para carregar o que compra. Paga pelo saco, bem mais poluente, onde colocará o lixo”, protestou Junji.
Ao falar na tribuna da Câmara no final da semana (24/05/2012), o deputado apontou que “o pecado original do Brasil na gestão dos resíduos sólidos é a utilização de aterros sanitários para disposição final dos detritos”. Segundo ele, “enquanto não houver ações para substituir a prática arcaica de enterrar lixo por modelos de tecnologia limpa, associada à implantação efetiva da coleta seletiva e da reciclagem, continuaremos patinando em medidas paliativas de parcos resultados, com transferência de contas para a população e danos irreparáveis para as gerações futuras”.
Junji evidenciou que o problema não são as sacolinhas, mas sim o descarte inadequado delas e de qualquer outro material. A prática do rejeito indevido causa o entupimento de bueiros, provocando enchentes, assim como a decomposição do plástico e de diversos recicláveis leva mais de cem anos. Na visão do parlamentar, esta constatação mostra, por si, que a proibição das sacolinhas é “inócua”, sem a conscientização da população para separar lixo úmido (orgânico) do seco (reciclável), a devida coleta seletiva para reciclagem e a substituição dos aterros por modelos ambientalmente sustentáveis, como incineração e aproveitamento de resíduos para biomassa.
No pronunciamento, Junji citou a decisão do Conar – Conselho de Autorregulamentação Publicitária que manteve a suspensão da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco” em todas as mídias, inclusive as eletrônicas, como blogs, sites, rádios, TV e publicidade interna das lojas de supermercados. Por quê? “Porque é uma mentira descabida”, disparou Junji, acrescentando que o fim da distribuição gratuita de sacolinhas “não vai tirar planeta algum do sufoco”.
A manifestação do Conar responde à ação movida pela Plastivida – Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos que acusou a propaganda veiculada pela Apas – Associação Paulista de Supermercados de ser enganosa e não atender às normas éticas para apelos de sustentabilidade por meio da publicidade, como explicou o deputado.
Na ausência de políticas públicas eficientes para conscientizar a população sobre os meios sustentáveis de transportar suas compras, observou Junji, a distribuição gratuita de sacolas biodegradáveis pelos supermercados, farmácias, quitandas e demais estabelecimentos comerciais para acondicionar os produtos adquiridos é a única solução viável.
Por fim, Junji cobrou que as boas práticas ambientais envolvam todas as cadeias produtivas, desde a produção da matéria prima até a casa do consumidor. Tudo isso, prosseguiu ele, aliado a investimentos em educação ambiental para conscientizar as pessoas a reduzirem a geração de lixo e viabilizar a reciclagem, além de uma mudança radical na destinação final dos resíduos sólidos visando sepultar os arcaicos aterros sanitários. “Só assim, começaremos, de fato, a cuidar do planeta. Sem hipocrisia, com justiça e em favor do povo. Tudo, sob medida para nossa obrigação como cidadãos e homens públicos.”
Fonte:Mel Tominaga