segunda-feira, 4 de julho de 2011

Em nota, PR defende sindicância no Ministério dos Transportes

Foto: Divulgação

Nota do partido é assinada pelo deputado Valdemar Costa Neto (SP).
Após denúncias, governo determinou neste sábado (2) afastamentos.


O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), secretário-geral do partido, divulgou nota em que afirma que a executiva nacional do PR defende a decisão do governo federal que determinou a abertura de uma sindicância na pasta. A investigação foi anunciada pelo governo neste sábado (2). No mesmo dia, o governo comunicou o afastamento da cúpula do Ministério dos Transportes, a qual tem pessoas ligadas ao partido.
A decisão do governo ocorreu depois de denúncias de superfaturamento em obras públicas terem sido apontadas em reportagem da revista “Veja” desta semana.
"A Executiva Nacional do PR apoia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa", afirmou o deputado, por meio da nota.
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Governo determina afastamento da cúpula do ministério dos Transportes
Por determinação do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foram afastados temporariamente os servidores Mauro Barbosa da Silva, chefe de Gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do Gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit); e José Francisco das Neves, Diretor-Presidente da Valec. O ministro permanece no cargo. Os afastamentos foram comunicados pelo próprio ministro a presidente Dilma Rousseff, por meio de um telefonema, ainda na manhã deste sábado.
Na nota, o deputado federal Valdemar Costa Neto afirma que “ninguém” está autorizado a discutir a contratos público em nome do PR. “Caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR”, diz a nota.
Ministro
O ministro Alfredo Nascimento, que oficializou o afastamento da cúpula do ministério, negou que tenha sido "conivente" com supostas irregularidades ocorridas no ministério. "O Ministro de Estado dos Transportes, Alfredo Nascimento, rechaça, com veemência, qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes", disse, em nota.


A reportagem de "Veja" relata que representantes do PR, partido ao qual pertence o ministro e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras.
Leia a íntegra da nota


"Brasília, 02 de julho de 2011.


Sobre as afirmações publicadas na edição desta semana da revista Veja, o deputado Valdemar Costa Neto tem a esclarecer:


1 - As relações mantidas com Órgãos da Administração Pública Federal, incluindo o Ministério dos Transportes, são públicas e quase sempre consumadas em despachos e reuniões de trabalho organizadas pelos servidores das respectivas pastas. Sempre transparentes, estas reuniões buscam garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR.


2 - Estas relações, notadamente institucionais, são regulares, decorrem do desempenho das funções de Secretário Geral da legenda partidária, e dizem respeito ao acompanhamento das demandas por benfeitorias federais de interesse das regiões onde o partido tem representação política (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores).


3 - A Executiva Nacional do PR apóia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa.


4 - Ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República. Portanto, caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR.


5 - A apresentação de acusações apócrifas e a falta de qualquer indício, prova ou documento que ampare as afirmações da revista Veja desta semana exige do PR providências enérgicas. Por esta razão o partido ingressará com as medidas judiciais cabíveis contra a revista e os autores do texto que, neste caso, serão cobrados por suas acusações infundadas diante dos Tribunais.






Valdemar Costa Neto
Secretário Geral do PR"



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Em comunicado, Dilma diz ter 'confiança' em Alfredo Nascimento

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento
Cúpula do ministério foi afastada após denúncia de irregularidades. 
Segundo a presidente, cabe a Alfredo Nascimento apurar denúncias. 
Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília


Em um comunicado, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (4) que tem "confiança" no ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e que cabe a ele apurar as denúncias de irregularidades na pasta.
"O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento. O ministro é responsável pela condução do processo de apuração das denúncias contra o Ministério dos Transportes", diz Dilma no comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Após denúncias de superfaturamento em obras públicas apontadas em reportagem da revista "Veja", o governo decidiu afastar a cúpula do Ministério dos Transportes e abrir sindicância para apurar o caso.
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Em nota, PR defende sindicância no Ministério dos Transportes
Governo determina afastamento da cúpula do ministério dos Transportes
Por determinação do ministro dos Transportes foram afastados temporariamente os servidores Mauro Barbosa da Silva, chefe de Gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do Gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit); e José Francisco das Neves, Diretor-Presidente da Valec.
O ministro permanece no cargo. Os afastamentos foram comunicados pelo próprio ministro a presidente Dilma Rousseff, por meio de um telefonema, na manhã de sábado (2). Em nota divulgada no fim de semana, Alfredo Nascimento negou que tenha sido "conivente" com supostas irregularidades ocorridas no ministério.
"O Ministro de Estado dos Transportes, Alfredo Nascimento, rechaça, com veemência, qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes", disse.
A reportagem de "Veja" relata que representantes do PR, partido ao qual pertence o ministro e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras. Em nota, o PR defendeu uma sindicância no Ministério dos Transportes.


Fonte:Globo.com

Dilma decide manter Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes

Ministro Alfredo Nascimento
A presidente Dilma Rousseff decidiu manter o ministro Alfredo Nascimento no comando dos Transportes. Segundo a assessoria de Imprensa do Palácio do Planalto, a presidente já conversou com Nascimento e pediu que ele conduza as investigações do suposto esquema envolvendo servidores do ministério e de órgãos ligados à pasta em superfaturamento de obras e recebimento de propina de empreiteiras e consultorias.


De acordo com assessores, o governo "reitera apoio ao ministro". "O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento".O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes."


Após reportagem da revista "Veja" sobre o esquema no fim de semana, Nascimento, presidente licenciado do PR, foi obrigado a afastar a cúpula do ministério. Sua permanência não estava assegurada e dependia do encontro com a presidente.


Entre os servidores afastados estão o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, e o diretor-presidente da Valec (Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.), José Francisco das Neves.


Os órgãos são responsáveis por obras vitais para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


O Ministério dos Transportes faz parte da cota do PR, partido da base aliada e que faz dobradinha com o PT desde o primeiro governo Lula. O partido tem 40 deputados federais e seis senadores.


Fonte:Folha.com

Lula, Collor e Sarney se despedem de Itamar

Velório em Juiz de Fora reuniu 3 ex-presidentes, com aplausos ao petista e vaias a Collor; Dilma vai a cerimônia hoje na capital
04 de julho de 2011 | 0h 00


Alfredo Junqueira - O Estado de S.Paulo
ENVIADO ESPECIAL A JUIZ DE FORA
Itamar: Lula, Collor e Sarney se despedem
ITAMAR FRANCO 1930 - 20


Passava das 11h15 da manhã de ontem quando o caminhão do corpo de bombeiros de Minas Gerais chegou à Praça Henrique Haldfeld, no centro de Juiz de Fora, trazendo o corpo do ex-presidente Itamar Franco. Centenas de pessoas que se aglomeravam em frente à Câmara Municipal começaram uma longa salva de palmas. Homenageavam o ex-prefeito da cidade, ex-governador do Estado, senador eleito em quatro ocasiões e ex-presidente da República morto na manhã de sábado, aos 81 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), decorrente de complicações no tratamento de uma leucemia.


O caixão que levava Itamar estava coberto com as bandeiras do País e de Minas. O caminhão dos bombeiros seguiu em cortejo pelas principais ruas da cidade antes de parar na Câmara. O velório começou com um período de 10 minutos reservado à família.


Cerca de uma hora após o início do velório, uma nova salva de palmas foi iniciada pelas pessoas que aguardavam na fila para se despedir de Itamar. O motivo era a chegada do ex-presidente Lula. Ele veio acompanhado do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, do também ex-presidente, José Sarney (PMDB-AP), e de mais 11 senadores.


Entre os senadores, estava o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), cujo impeachment, em setembro de 1992, possibilitou que Itamar assumisse o comando da Nação. As palmas para Lula foram substituídas pelas vaias a Collor. Até gritos de "pega ladrão" vieram das pessoas que estavam na fila.


Durante pelo menos 20 minutos, os principais protagonistas do impeachment ficaram reunidos no local onde o corpo de Itamar era velado. Além de Collor, também estavam ali o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que na época presidia a União Nacional dos Estudantes (UNE), e o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um dos líderes do movimento pró-impeachment de Collor no Congresso Nacional.


Autocrítica. Uma hora mais tarde foi a vez do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), chegar para homenagear Itamar. Lamentou a morte do senador e fez uma longa reflexão sobre a relação de seu partido e o ex-presidente. O PT não aceitou participar do governo de união nacional proposto por Itamar após o impeachment e se posicionou contra o Plano Real, em 1994.


Após a saída dos políticos, o velório passou a receber maior número de populares e amigos pessoais do ex-presidente. Um dos que estavam mais emocionados era o então ministro-chefe da Casa Civil do governo Itamar, Henrique Hargreaves. Acusado de participar de desvios durante a CPI do Orçamento, em 1993, Hargreaves foi afastado pelo então presidente. Quando se esclareceu que ele não estava envolvido em irregularidades, Itamar o renomeou no ministério.


No fim da tarde, uma cerimônia ecumênica emocionou os parentes do ex-presidente que estavam no velório.
 Georgiana e Fabiana, filhas de Itamar, choraram muito durante a missa e foram confortadas por parentes.


Até o início da noite, a Polícia Militar contabilizava que cerca de 30 mil pessoas haviam passado pelo velório. O corpo de Itamar segue na manhã de hoje para Belo Horizonte onde será cremado. Está prevista a presença da presidente Dilma Rousseff. 


Fonte: O Estado de S.Paulo