segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sem preconceito: Governo lança campanha contra homofobia, e Cabral autoriza policiais e bombeiros a irem a Parada Gay uniformizados

Sem preconceito:

Governo lança campanha contra homofobia, e Cabral autoriza policiais e bombeiros a irem a Parada Gay uniformizados

Publicada em 16/05/2011 às 15h49m
Fabíola Gerbasi e O Globo
Governador Sergio Cabaral lança campanha contra homofobia no Rio - Foto: Custódio Coimbra - O Globo
RIO - O Governo do Estado lançou, na manhã desta segunda-feira, a campanha do programa 'Rio sem Homofobia', que busca combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Durante a cerimônia, o governador Sergio Cabral autorizou os policiais e bombeiros homossexuais a participarem da próxima Parada Gay uniformizados e usando as viaturas. Cabral também assinou um documento com 125 metas para combater a homofobia até 2014, além de exibir as peças publicitárias que integram a campanha. Participaram da cerimônia o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, o coordenador do programa, Cláudio Nascimento, e a senadora Marta Suplicy, entre outras autoridades.
Segundo o coordenador do programa, a luta, agora, é para o Congresso Nacional aprovar a lei que criminaliza a homofobia:
"Um passo importantíssimo que nós demos foi a aprovação, no STF, da legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo. Uma vitória que foi conseguida por meio de uma ação do governo do estado. Isso dá orgulho ao Rio de Janeiro, que sempre foi vanguarda na história das transformações sociais do país. A próxima etapa é fazer com que o Congresso saia da letargia, da sua covardia em relação a esse debate, e assuma de forma objetiva e sincera um setor da sociedade que está excluído dos direitos plenos de cidadania. É preciso ter uma legislação que torne crime a prática da homofobia", disse, através de nota.
O lançamento da campanha acontece um dia depois de um homossexual ser encontrado morto, por espancamento, em um terreno baldio em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Nas mãos de Jonatas Lopes Ferreira, de 23 anos, a polícia encontrou fios de cabelos. No local, os PMs apreenderam um preservativo, ainda na embalagem, que estava próximo ao corpo.
Visita íntima para casais homossexuais já foi regulamentada
No dia 29 de abril, o governador já havia anunciado a regulamentação da visita íntima para casais homossexuais em presídios fluminenses. A ação já fazia parte do conjunto de iniciativas do programa 'Rio sem Homofobia'. Ainda esse mês, uma cartilha será lançada com informações para policiais e agentes penitenciários, além de seminários e encontros de capacitação, para orientar a recepção e abordagem dos detentos e de companheiros. A ideia é garantir que a aplicação da resolução seja eficaz.
Antes das visitas, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais deverão entrar em contato com o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567), para marcar uma entrevista no Centro de Referência LGBT. A partir deste encontro com assistentes sociais, psicólogos e advogados será emitido um ofício a ser enviado para a direção do presídio, para que a visita possa ser realizada.

Fonte:O Globo

Justiça dos EUA nega fiança a diretor do FMI

16/05/2011 - 14h01

Justiça dos EUA nega fiança a diretor do FMI


DE SÃO PAULO
Atualizado às 14h22.
A Justiça de Nova York negou a possibilidade de pagamento de fiança ao diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, 62, devido a uma acusação de crime sexual, segundo a rede de TV americana CNN.
A decisão de manter Strauss-Kahn preso foi fundamentada na possibilidade de que ele pudesse fugir dos Estados Unidos.
"O fato de que ele estava prestes a embarcar em um voo [quando foi preso], que levanta algumas preocupações", disse a juíza Melissa Jackson.
Shannon Stapleton/Reuters
Dominique Strauss-Kahn em audiência de tribunal criminal
Dominique Strauss-Kahn em audiência de tribunal criminal
Outro argumento usado pela promotoria e acatado pelo tribunal foi o de que Strauss-Kahn já era suspeito de ter cometido crimes semelhantes.
Ao dizer que o diretor do FMI poderia voltar a qualquer momento para a França e escapar de eventual condenação, os promotores citaram o cineasta Roman Polanski, que, acusado em 1977 de violência sexual contra uma menina de 13 anos em Los Angeles, passou anos refugiado na Europa.
Os advogados de defesa de Strauss-Kahn haviam proposto que ele pagasse uma fiança de US$ 1 milhão para ser beneficiado com a liberdade provisória.
O diretor do FMI deve ficar preso ao menos até uma nova audiência, marcada para acontecer na próxima sexta-feira. Seus advogados já afirmaram que ele continuará se declarando inocente e que se submeterá à exames da polícia científica para coletar provas que sustentem sua versão para o caso.
Strauss-Kahn é acusado de ter tentado violentar a camareira de um hotel onde se hospedava em Nova York no último sábado. Ele foi preso dentro de um avião tentando embarcar para a França. A moça tem 32 anos.

Fonte:Folha.com

Mulher de ex-ditador do Egito promete entregar fortuna ao Estado

6/05/2011 - 20h31

Mulher de ex-ditador do Egito promete entregar fortuna ao Estado


DA RANCE PRESSE


Suzanne, esposa do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak, prometeu nesta segunda-feira entregar sua fortuna ao Estado, dias depois de iniciada sua prisão preventiva no âmbito de uma investigação por corrupção, noticiou a agência de notícias oficial Mena.
"Suzanne Thabet, esposa do ex-presidente Hosni Mubarak, assinou três procurações para Asem al Gohari, chefe da autoridade anticorrupção (do Ministério da Justiça), autorizando-o a retirar o dinheiro das contas de dois bancos e vender um chalé que possui [no Cairo]", acrescentou a fonte.
Suzanne, de 70 anos, está em observação no hospital de Sharm el Sheikh, às margens do mar Vermelho, onde deu entrada na última sexta-feira, após uma crise cardíaca. As autoridades tinham acabado de colocá-la em prisão preventiva.
France Presse
O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak (2º da dir. à esq.) e a mulher, Suzanne (centro), em foto sem data revelada
O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak (2º da dir. à esq.) e a mulher, Suzanne (centro), em foto sem data revelada
A esposa de Mubarak está na unidade de terapia intensiva. Seu marido também está em prisão preventiva no mesmo hospital, após sofrer problema cardíaco. O estado de saúde é a condição para que ambos sejam transferidos para a prisão, afirmam as autoridades.
Deposto em 11 de fevereiro por uma revolução popular, Mubarak é investigado por corrupção, bem como pela repressão de manifestantes que pediam sua saída do poder.
Segundo um balanço oficial, 846 civis morreram nas manifestações de janeiro e fevereiro e mais de 6.000 pessoas ficaram feridas.
INTERROGATÓRIOS
Segundo a agência Mena, o casal assinou, durante os interrogatórios, declarações em árabe, inglês e francês, que lançam luz sobre suas contas bancárias no Egito e no exterior. Os dois filhos do casal, Alaa e Gamal, também estão em prisão preventiva, mas na penitenciária de Tora, periferia do Cairo.
O casal Mubarak, seus filhos e suas esposas estão proibidos de deixar o Egito. Os bens da família no país foram congelados. Antes da revolta popular, Gamal era considerado o sucessor de seu pai, enquanto Alaa se concentrava nos negócios.
Muitos ministros de Mubarak, dirigentes do seu partido político e empresários próximos ao antigo regime são alvo de diferentes medidas judiciais. Dois ex-ministros --o do Interior, Habib el Adli, e o do Turismo, Zoheir Garranah-- já foram condenados, respectivamente, a 12 e 5 anos de prisão por malversação.

Fonte:Folha.com

Pilotos do jato Legacy são condenados por acidente com Gol

16/05/2011 - 20h52

Pilotos do jato Legacy são condenados por acidente com Gol



ANDRÉ MONTEIRO
DE SÃO PAULO


Os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que estavam no jato Legacy que se chocou contra um avião da Gol, foram condenados nesta segunda-feira a prestar serviços comunitários pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Cabe recurso à decisão.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Murilo Mendes, da Justiça Federal em Sinop (MT). O acidente aconteceu em 2006 e causou a morte dos 154 ocupantes do avião da Gol.
A pena prevista pelo crime seria de quatro anos e quatro meses de prisão, a serem cumpridos no regime semiaberto (na qual o preso apenas dorme no presídio), mas o magistrado substituiu a pena.
De acordo com a decisão, a prestação de serviços comunitários deverá ser realizada nos Estados Unidos, onde os pilotos vivem atualmente, mas em uma repartição brasileira ainda a ser definida.
Mendes também determinou que os pilotos sejam proibidos de exercer a profissão, mas seus documentos só poderão ser apreendidos após serem apreciados todos os recursos.
Atualmente, Paladino trabalha na companhia American Airlines, e Lepore continua na empresa de táxi aéreo ExcelAire, proprietária do Legacy.
Folha não conseguiu contato com os advogados que representam os pilotos no Brasil.
Antonio Cruz-30.mar.11/ABr
Depoimento do piloto americano Jan Paul Paladino, acompanhado pelo juiz federal Murilo Mendes no Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça
Depoimento do piloto americano Jan Paladino nos EUA, recebido via satélite pelo Ministério da Justiça, em Brasília
Na denúncia (acusão formal) contra os pilotos, o Ministério Público Federal alega, baseado em relatório da Aeronáutica, que eles desligaram o transponder (equipamento anticolisão) momentos antes do acidente e só religaram depois.
Em depoimento feito nos EUA à Justiça brasileira, por videoconferência, os dois negaramque o equipamento estivesse desligado.
"Durante uma hora foram passageiros! Tempo aproximado de uma viagem de Porto Alegre a São Paulo. Tempo em que se percorre a extensão de um país. É muito. Tivesse decorrido um período de dez minutos entre o desligamento e a percepção, talvez não se pudesse censurar demasiadamente a conduta nessa fase. Mas não. Uma hora, no tempo da aviação, é uma eternidade", afirmou o magistrado na sentença.
No final do ano passado, o processo que apura o acidente foi dividido em dois: um sobre os pilotos e outro sobre os controladores de voo --acusados por erros que contribuíram para a colisão das aeronaves. Os controladores ainda não foram julgados pela Justiça Federal.
ACIDENTE
O Boeing da Gol que fazia o vôo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país, foi atingido pelo Legacy da empresa americana ExcelAire.
Os destroços do Boeing caíram em uma mata fechada, a cerca de 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).
O acidente expôs a fragilidade do controle aéreo brasileiro. O assunto deflagrou ainda aberturas de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) e investigações da Polícia Federal e Aeronáutica, que concluiu que o equipamento anticolisão do jato foi desligado durante o voo.

Fonte:Folha.com