quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tucanos negam crise no diretório mogiano

 Tucanos negam crise no diretório mogiano
Os vereadores Komura e Rennó e o presidente do partido, Cuco Pereira, apostam que debandada não terá reflexo em Mogi; já Araújo discorda
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Pereira: "Quem não estiver satisfeito, pode sair"
Os vereadores tucanos Pedro Hideki Komura e Jolindo Rennó Costa, além do presidente do diretório municipal do PSDB, José Antonio Cuco Pereira, acreditam que a debandada dos parlamentares paulistas não terá reflexo em Mogi das Cruzes. Já o presidente da Câmara, Mauro Araújo, discorda dos colegas e aponta ele mesmo como um caso de descontentamento com o comando da legenda na cidade.

As baixas na bancada do PSDB na Câmara de São Paulo começaram na última segunda-feira e já chegam a seis parlamentares. Os dissidentes justificam a saída com o argumento que sofrem perseguição. A expectativa é que o grupo passe a integrar o PSD, novo partido formado pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab.

Cuco, que também é vice-prefeito de Mogi, avalia que "não há nenhuma razão para uma debandada mogiana". Ele destacou que a disputa na capital ocorre porque a base de apoio de Kassab trava uma disputa com o grupo de apoio do governador Geraldo Alckmin. "Aqui em Mogi é diferente, mas se alguém não estiver satisfeito, pode sair pela mesma porta que entrou", disse em tom ameaçador.

O recado dado por Cuco tem direção: o presidente da Câmara, Mauro Araújo, que em diversas ocasiões afirmou estar sendo perseguido. "Se lá na capital eles saíram porque foram excluídos das discussões, eu, simplesmente acabei expulso do diretório municipal", afirmou. Questionado se poderia ter o mesmo destino que os ex-tucanos e integrar o PSD, Araújo, mais uma vez, fez mistério. "Recebi o convite dele (PSD) e outros cinco partidos, mas neste momento, não vou me pronunciar sobre isso", se esquivou.

Fonte:Mogi News

Bullying

Bullying
AFONSO POLA
O massacre ocorrido no último dia 7 em Realengo, zona Oeste do Rio de Janeiro, foi uma terrível tragédia. O ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, disparou mais de cem tiros em duas salas do colégio. Como saldo da ação criminosa, 12 crianças morreram - dez meninas e dois meninos; outras 30 pessoas ficaram feridas.
Tal fato deixou o País em estado de comoção. Esse sentimento de revolta despertado em cada um de nós por mais uma tragédia é perfeitamente compreensível. Somos seres humanos e, quando acontece algo assim, é comum nos colocarmos no lugar daqueles que foram diretamente atingidos e, desta forma, experimentarmos, ainda que não seja com a mesma intensidade, a dor sentida por eles. Serviu também para colocar em pauta a questão do bullying, pois, segundo colegas do próprio Wellington, ele teria sido vitima dessa prática naquela mesma escola.

Bullying é uma expressão de origem inglesa e que indica situações caracterizas por agressões intencionais, sejam elas verbais ou físicas, praticadas de forma repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Tal expressão não possui correspondente em português, mas é entendido como ameaça, intimidação, humilhação e maltrato.
Entre todas as formas de violência é a que mais cresce no mundo. A prática do bullying pode ocorrer em diferentes contextos sociais, como escolas, universidades e locais de trabalho, quando uma ou mais pessoas sofre ações humilhantes e agressivas de seus colegas.

No caso do ambiente escolar, as vítimas costumam se isolar e apresentam queda no rendimento escolar, tornado-as ainda mais vulneráveis. Elas podem desenvolver doenças psicossomáticas, além de sofrer traumas que podem influenciar alguns traços da personalidade. No extremo, o bullying pode trazer consequências para o estado emocional de tal ordem que leva a pessoa ao suicídio.
O bullying não é uma prática nova. Mesmo num passado mais distante era comum, por exemplo, no espaço escolar, algum aluno ou aluna ser vítima constante de brincadeiras humilhantes. Essa criança ou jovem voltava para casa abalada, mas encontrava no lar um ambiente acolhedor, que neutralizava grande parte dos efeitos nocivos das brincadeiras feitas por colegas.

Hoje, essas brincadeiras acabam ganhando maior dimensão quando são postadas na Internet, o que ocorre com bastante frequência. Suas vítimas são brutalmente expostas e, com a estrutura familiar mais ausente e desatenta, não mais encontram em casa o acolhimento e apoio que tanto necessitam.
Infelizmente, somos cada vez mais reféns do nosso modo de vida. 

Fonte:Mogi News

Praça abandonada se torna reduto de usuários de drogas

Praça abandonada se torna reduto de usuários de drogas
Tempos atrás, moradores reclamaram e área foi limpa. O problema, porém, voltou e ficou pior
BRAS SANTOS
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Mato está alto em vários pontos. Equipamentos também estão deteriorados. A comunidade pede que serviços sejam frequentes e também espera por mais segurança
Moradores do Jardim Camila reclamaram ontem contra a situação de abandono em que se encontra a praça Água Verde, que é mantida pela Prefeitura. Além de cobrar serviços de limpeza e manutenção, os moradores pediram mais atenção do governo municipal para a presença de jovens usuários de drogas no espaço público.
A comerciante Cristiane Pires afirmou que a falta de limpeza e de conservação aliada à utilização da praça por consumidores de drogas estão afastando a população da área: "Não trago meu filho para brincar aqui porque a praça está cheia de mato e de lixo. A presença de usuários de drogas é outro problema que afasta muita gente", alertou. "É bom para o bairro a existência de uma praça com equipamentos esportivos, mas eles precisam de conservação e as pessoas precisam se sentir seguras", disse.

O morador José Santos também lamentou a situação: "Está abandonada e suja. Alguém precisa investir para que a praça fique mais limpa, bonita e segura", comentou. A dona de casa Renata Aparecida lembrou que, no início desse ano, logo depois de o Mogi News ter denunciado que a praça estava tomada pelo mato, a Prefeitura, rapidamente, providenciou a limpeza: "O mato está alto de novo. É preciso limpar e cuidar melhor", argumentou a moradora.

Enquanto a reportagem conversava com os moradores, dois jovens passaram pela equipe do jornal. De forma acintosa, um disse para o outro que já estava na hora de ´acender um bagulho (cigarro de maconha)´. Segundo um morador e funcionário público que pediu anonimato, a falta de policiamento na região estaria incentivando a comercialização e consumo de entorpecentes no entorno da praça Água Verde: "Algo precisa ser feito para recuperar a praça e afastar esses usuários de drogas", pediu o entrevistado.



A Prefeitura
Por meio da Coordenadoria de Comunicação, a Prefeitura informou que solicitará à Polícia Militar que aumente o trabalho de policiamento no entorno da praça com a finalidade de inibir a presença de marginais. A Guarda Municipal também intensificará os trabalhos na região, assegurou a Assessoria de Imprensa.
O setor de comunicação do governo explicou também que a Secretaria de Serviços Urbanos tem realizado a manutenção de alguns equipamentos com períodos curtos de três ou quatro semanas. O último serviço realizado na Água Verde e também no Buraco do Bidu (outro espaço de lazer do bairro) foi em março deste ano, mas o período de chuvas exige que o trabalho seja repetido com maior frequência. Uma nova manutenção deve ser realizada em poucos dias. A partir de abril, com a diminuição das chuvas, o mato demora mais para crescer. Nestes serviços de manutenção são realizados capinação, limpeza e manutenção de equipamentos, prometeu a assessoria.

A coordenadoria destacou que a boa manutenção dos espaços também depende da atitude cidadã dos moradores, que precisam ajudar a manter os equipamentos em bom estado e fiscalizar a sua boa utilização, sempre denunciando atos de vandalismo e depredação para a polícia ou para a Secretaria Municipal de Segurança pelo telefone 0800-7701566.

Paralelamente, a Prefeitura também tem investido no programa de adoção de praças, em que empresas ou pessoas físicas firmam parceria com o município para conservação dos espaços.

Fonte:Mogi News

Homem que fingia ser técnico de futebol e violentava meninos é preso


Reprodução

Falsário foi preso em flagrante, pois a polícia pegou o estuprador seminu com um menino de 13 anos
O falso técnico de futebol Edson de Souza Ribeiro, de 54 anos, também conhecido como Barrigudo, foi preso na tarde de anteontem em São Paulo. Ele é acusado de ter abusado sexualmente de um adolescente de 14 anos, que mora em Mogi das Cruzes, depois de levá-lo para São Paulo com a promessa de torná-lo jogador de futebol profissional. Ribeiro foi preso em flagrante, enquanto violentava um garoto de 13 anos na mesma pensão onde manteve relações sexuais com a vítima de Mogi.

A prisão ocorreu por volta das 12 horas de segunda-feira e foi feita por policiais do 77° DP da Santa Cecília, em São Paulo. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, após a pasta ser informada sobre o caso do adolescente mogiano, uma equipe foi até a pensão onde o garoto foi violentado sexualmente, na alameda Ribeiro da Silva, no bairro Campos Elíseos, e surpreendeu Barrigudo seminu, na companhia de um garoto de apenas 13 anos.

Ao ver os policiais, o garoto confirmou que foi obrigado a praticar atos libidinosos com o suspeito, que também o levou para morar em São Paulo com a promessa de colocá-lo em um time de futebol profissional. Para enganar as vítimas, o autônomo se apresentava como ex-jogador profissional e técnico de futebol do time Del Paraguai. Na pensão onde ele foi preso, os policiais apreenderam várias carteirinhas de treinador profissional, além de um álbum de fotos de vários jogadores, possíveis vítimas dele.


Denúncia
Barrigudo foi preso depois que um estudante de 14 anos de Mogi denunciou os abusos sofridos por dois anos ao 1° DP, no Parque Monte Líbano. Ele sonhava em ser jogador de futebol profissional e, quando tinha 12 anos de idade, foi levado pelo autônomo da casa onde morava com os pais, no Jardim Piatã, para São Paulo.
Os pais da vítima chegaram a registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento, mas sofreram ameaças de morte. Agora, a polícia tenta identificar outras vítimas do falso técnico de futebol. (D.B.)

Fonte:Mogi News